A madrugada caía sobre Palermo com um silêncio atípico. Era como se a cidade respirasse menos, sentindo a tensão que se espalhava como pólvora prestes a ser acesa. No subsolo de uma das propriedades de Alessandro, onde apenas os mais confiáveis pisavam, Isabella caminhava de um lado para o outro diante do enorme mapa com marcações vermelhas. Ela não dormia havia duas noites. Os olhos marcados de olheiras carregavam a lucidez de quem já havia ultrapassado o medo e entrado no campo da estratégia pura. Alessandro entrou, trazendo dois cafés. Ela o olhou de relance, aceitando a xícara, mas sua atenção logo voltou para os dados do último relatório: movimentações em Nápoles, novos depósitos em contas fantasmas associadas a Sofia, e o mais alarmante — um possível vazamento de informações dentro

