Acordei ainda com a sensação do sonho. Mesmo depois do banho, do café e da tentativa de me distrair, algo dentro de mim permanecia inquieto. Era como se meu corpo estivesse mais sensível, mais atento a qualquer lembrança dele. Cheguei ao escritório alguns minutos antes do habitual. Organizei minha mesa, revisei e-mails e tentei me concentrar. Funcionou… por um tempo. Até ele chegar. Não precisei olhar para saber. O ambiente mudou de forma quase imperceptível. Levantei os olhos e o vi conversando com meu pai perto da sala principal. O terno escuro, a postura firme, o olhar atento. Meu coração acelerou. Desviei rapidamente e voltei aos papéis. Alguns minutos depois, meu pai saiu para uma ligação, e Khalil ficou na sala. Eu precisava levar um documento para ele. Peguei a pasta e caminh

