Capítulo 2: Não Corra!

1180 Words
Henry Madeleine estava nua, caminhando na ponta dos pés em direção ao banheiro. Ela parecia mais jovem do que na foto que eu vi. De alguma forma, eu devia ter feito algum barulho, porque ela parou abruptamente no lugar. — O que está fazendo aqui? — os lábios dela tremiam enquanto falava. Ela estava em pânico. Eu podia ver os olhos azuis arregalados e a expressão de choque e medo em seu rosto. Dei um sorriso ladino que beirava a satisfação, meus olhos passearam pelo corpo pequeno e exposto. Ela era, de longe, a mulher mais linda que eu já tinha visto na vida, e pensei que poderia facilmente mandar tudo para o inferno só para tê-la em minha cama. Madeleine tinha os fios de cabelo loiro-palha, os olhos eram azuis como duas gotas d’água, o corpo pequeno como se tivesse sido feito para se encaixar com perfeição em meus braços. Parecia uma menina. Para um homem como eu, Madeleine era, sem dúvida, apenas uma menina, embora eu soubesse que ela completara dezenove anos recentemente. Percebi quando as pernas dela fraquejaram e a pele pálida ganhou um tom esverdeado, a agarrei antes que desabasse aos meus pés. Ela não pesava quase nada, e considerei que talvez estivesse anêmica. Carreguei-a no colo e a coloquei deitada no sofá. Reprimi um pensamento s****l que passou pela minha mente, peguei uma almofada e coloquei sobre o quadril dela. A visão do corpo dela despido estava me deixando enlouquecido de vontades que não cabiam ao momento. Eu sabia que precisava me acalmar, já que teria que ter uma longa conversa com Madeleine. Por mais que tivesse a aparência de um anjo, eu não era um completo i****a. Sabia muito bem que estava lidando com uma golpista. Retirei a calça encharcada e a deixei largada no chão junto com a camisa. Sentei-me apenas de cueca no sofá, de frente para ela, eu não iria me afastar. Ela podia fugir, e isso eu não podia permitir. Enquanto a observava imóvel, minha mente vagou pelas minhas próprias lembranças. Teria eu me esquecido dela e a criança que dormia no andar de cima era mesmo minha filha? Balancei a cabeça com força, como se isso expulsasse tais pensamentos. Não! Madeleine não era o tipo de mulher que eu escolheria para f********o. Sempre escolhi mulheres mais maduras, mulheres que frequentavam a academia. Eu tinha muita energia e escolhia mulheres que pudessem acompanhar o meu ritmo e, mesmo sendo dessa forma, algumas se queixavam de mim. Olhei para a pequena criatura em meu sofá e cheguei a sentir pena. Madeleine parecia muito frágil, mas eu não estava disposto a abrir mão dela. Convenceria a garota a se entregar para mim, aliás, eu a tinha em minhas mãos. O destino de Madeleine me pertencia. Eu poderia enviá-la direto para a cadeia ou torná-la minha prisioneira... O pensamento me assustou. Eu não era o tipo de homem que forçaria uma mulher, mas não podia negar que Madeleine me intrigava pela beleza e pela audácia. Eu estava obcecado, e sabia que havia uma parte dominante em mim que não tolerava ser passado para trás. Madeleine Me mexi no sofá macio, estava confortável, mas logo a figura de um homem enorme surgiu em meu campo de visão e, por um instante, me esqueci de como se respirava. Não era qualquer homem, era Henry Blackburn, o dono da fortuna que eu roubei. Me levantei de uma vez e a almofada foi para o chão. Eu estava nua diante de um estranho, com as mãos, tentei cobrir o meu corpo, mas ele riu de mim. Parecia se divertir com o meu desespero. — Por favor, vire-se! — pedi, tentando demonstrar uma firmeza que estava longe de sentir. De todos os piores cenários que imaginei para o crime que cometi, eu nunca imaginei que Henry pudesse estar vivo. Ele não se virou, ao invés disso, caminhou com uma calma deliberada até onde eu estava e parou diante de mim. Tudo naquele homem era enorme e intimidante e eu, mesmo sem ter com o que comparar, vi que não era diferente quanto ao tamanho que ele carregava dentro da cueca. Ele me pegou no flagra bisbilhotando. — Coloque uma roupa! — quase gritei, tamanho era o meu desespero. — Você foi até o meu advogado, disse que fez sexo comigo e que a criança que carregava em seu ventre era minha filha. Embora eu não precise retirar toda a minha roupa para fodê-la, isso ainda envolve alguma i********e, amor... A forma como ele pronunciou “amor” era carregada de um cinismo que me deixou horrorizada. Mesmo assim, parecia que Henry buscava algo mais pela forma como me encarava. — Você é um… um depravado! — disparei. Tentei correr, mas ele me alcançou com facilidade e abraçou minha cintura por trás. Ele inclinou a cabeça, tocando meu pescoço com a ponta do nariz. Eu esperneei em seus braços, gritando eufórica. Henry me soltou de uma vez e se colocou na minha frente com as duas mãos levantadas. — Tudo bem, eu não vou te segurar! Mas, por favor, não corra! — ele franziu a testa antes de continuar — Agora tenho certeza que nunca transei com você, não poderia ter me esquecido do seu cheiro... A forma crua como ele falava sobre i********e me fez ruborizar. Eu sabia por cima o que acontecia entre um homem e uma mulher. Fui criada por uma família religiosa e sexo era um tema proibido, ou seja, qualquer livro ou filme que falasse sobre isso era completamente banido de minha casa. Eu nunca tive nenhuma experiência s****l e nem queria ter. Ouvir os gritos de minha mãe todas as noites me fez acreditar que nada de bom acontecia dentro do quarto de um casal, e eu estava decidida a nunca permitir que um homem me tocasse, preferia morrer. Mas se ele tinha dúvida se esteve comigo, significava que Henry havia perdido a memória? — Nós temos que conversar — ele fez uma pausa e respirou pesadamente — mas é melhor conversarmos amanhã de manhã. Estou exausto. — Você vai dormir aqui? — custava a acreditar no que estava acontecendo. — Como eu lhe disse antes, essa é a minha casa, amor! — ele falou baixinho, e a rouquidão na voz ficou ainda mais acentuada. Percebi que a expressão de Henry era de um homem com dor. As cicatrizes em seu peito eram horríveis, pareciam queimaduras e deviam ser recentes, considerando a aparência. O choro de Catarina me trouxe de volta da minha análise e me jogou na minha realidade terrível. Se Henry me expulsasse, eu não teria para onde ir com minha filha. Meu pai jamais me aceitaria de volta e nem mesmo minha mãe me protegeria. — Madeleine, quem é o pai de Catarina? Eu tremi com a pergunta. O homem parado diante de mim me assustava, mas eu não podia ficar na rua com minha filha. Eu sabia que estava cometendo mais um erro desde que comecei aquela confusão, mas não tinha outra opção. — Você é o pai!
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