Jonny olhou para o céu com uma careta e fechou a janela. Antes que a fechasse, porém, uma rajada de vento balançou as cortinas da sala com violência, derrubando um jarro que estava sobre a mesinha de canto. Jonny catou os cacos e os jogou na lixeira da cozinha. Ana acabara de colocar um bolo para assar no forno e os dois voltaram para a sala. — O vento quebrou o jarro que você comprou semana passada. — Aquele de cristal?— Perguntou Ana, sentando-se no sofá. Jonny fez que sim com a cabeça. — Faz tempo que não vejo uma tempestade como essa. Quando eu era criança e chovia desse jeito, a minha mãe costumava bater claras de ovos pedindo a Santa Clara para clarear o tempo. — Comentou Jonny sorrindo com a lembrança da sua infância, deitando no sofá com a cabeça sobre as pernas da esposa.

