Gabriel Me levantei sem pensar duas vezes e a encontrei em frente a pia, tomando água avidamente enquanto segurava fortemente na borda da pia. O som dela fungando denunciava que Helô estava tentando controlar o choro para não chamar atenção para si mesma. Me aproximei dela e tomei o copo de vidro de sua mão com cuidado, depois fui soltando calmamente os seus dedos da borda da pia e por fim, a puxei para os meus braços como se aquilo fosse um ato normal entre nós dois. Eu não saberia dizer o que era aquilo, exceto que era certo. Essa era a única sensação que eu tinha naquele momento. No momento em que a apertei em um abraço, a ruiva desabou. Seus soluços eram baixinhos, pois ela ainda tentava os controlar, embora não conseguisse. E cada vez que eu a sentia estremecer contra mim, era como

