O cheiro de café invadia a casa enquanto eu lavava a louça do café da manhã. Clara ainda estava espalhada na sala, assistindo desenho como se a manhã tivesse começado só agora, sem nenhuma preocupação com a escola perdida. Dante, bom, ele parecia ter resolvido que aquele dia seria dele ali. Quando passei pela porta da sala com um pano de prato nas mãos, dei de cara com ele agachado perto da parede da sala, com uma chave de f***a na mão. — Que que cê tá fazendo? — perguntei, encostando na porta, observando a cena. Ele não olhou para mim. Continuou concentrado, mexendo num dos interruptores que, fazia tempo, estava com problema de mau contato. — Essa p***a piscando já estava me irritando — ele respondeu, com o tom de sempre, aquela mistura de tédio e autoridade. — Vou dar um jeito. Cru

