87. Luna

1094 Words

A noite caiu arrastada, mas o silêncio da casa deixava tudo mais leve. Clara dormia há horas, e eu já tinha tomado banho, deitada ao lado dele, tentando fingir costume com aquela i********e que, mesmo depois de tanto tempo, ainda me parecia nova. O Dante respirava fundo, os olhos fixos no teto, o braço estendido sob a minha cabeça. Aquela cama não era mais só minha fazia tempo. E, ainda assim, tinha noites em que ele parecia longe demais, mesmo ali, encostado em mim. Demorei, mas resolvi perguntar. — Você nunca fala da sua família, né? Ele não respondeu de imediato. Apenas virou o rosto, o maxilar contraído. — Nem da sua irmã... aquela que você citou quando tava com febre. O corpo dele ficou tenso. Vi os dedos se fecharem no lençol devagar. Ele virou o rosto de novo e me encarou com

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