67. Luna

1116 Words

Dante entrou como se nada tivesse acontecido. De bermuda, camiseta larga, o boné torto na cabeça e uma sacola de padaria numa mão. — Trouxe pão — ele disse, como se aquilo resolvesse tudo. Minha vontade era mandar ele enfiar o pão onde não nascia sol. Mas eu só continuei mexendo na água, fingindo que não era comigo. Ele largou a sacola na mesa, foi até a sala e se agachou perto da Clara. — E aí, pequena, tá desenhando o quê hoje? — Eu, a Luna e você! — Ela respondeu, mostrando o papel com três bonecos de palitinho: um grande, um médio e ela pequena no meio. Meu coração deu um nó na garganta. Fiquei parada, com a colher na mão, olhando aquela cena e querendo chorar de raiva, e de outra coisa que eu não queria nem nomear. Dante riu, bagunçou o cabelo dela e depois tirou uma caixinha d

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