Eu estava parada, tremendo, com os olhos arregalados, o coração na garganta, sem saber se ficava aliviada ou com mais medo ainda. Dante se virou para mim, os olhos ainda escuros, o peito subindo e descendo de tanta raiva contida. — Por que você saiu sozinha? — Ele perguntou entre os dentes. — Eu, eu só queria respirar... Ele se aproximou, passando a mão no meu rosto, como se quisesse ter certeza de que eu estava inteira. — Você não precisa respirar longe de mim. Soltei um riso nervoso. — Você não entende... — Não — ele disse, com os olhos fixos nos meus. — Eu não entendo mesmo. Mas também não quero entender. E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele já tinha me puxado pela cintura, me abraçado forte e me arrastado até a moto. No caminho de volta, eu fui na garupa dele, em

