— Pois é, Dante. Porque é isso que eu sou, não é? Qualquer uma. Uma p*****a qualquer. Uma v***a de esquina que você adora f***r e depois finge que não conhece. — As palavras saíram tremidas, carregadas de ódio, vergonha e desespero. Ele respirou fundo e passou a mão no rosto como se estivesse se segurando para não explodir de vez. — Você... — Ele começou, mas parou no meio da frase. O olhar dele foi direto para o corredor. A porta do quarto da Clara estava entreaberta. Ele fechou os olhos por um segundo, como se aquilo lembrasse ele de que não estava sozinho comigo. Quando abriu de novo, veio na minha direção em dois passos. Segurou meu rosto com força, firme o bastante para calar minha boca, mas sem machucar. — Depois, a gente termina essa conversa — disse com os olhos queimando nos

