Emília Brandão Com minhas mãos trêmulas consigo alcançar aquelas fotos da mão de Lurdinha e encarar uma por uma ainda sem acreditar que aquilo tudo estava sob o poder daquela cobra venenosa. Intercalo meu olhar entre as fotos em minhas mãos e a face de Lurdinha a minha frente coberta por zombaria. — Não esperava por isso, não é mesmo, bonitinha? — Ela questiona com um perverso sorriso de lado. Em um acesso de raiva começo a rasgar foto por foto até reduzi-las a pequenos pedaços. A empregada se mantém de braços cruzados na frente do peito e só me observa fazer aquilo sem esboçar nenhuma reação. Quando termino todo aquele processo ela ri de maneira audível, debochando de mim e minha ação. — Pode rasgar, querida, rasgue a vontade, tem muito mais de onde veio essas. — Comenta com deboch

