Desci pelas escadas, apressada para ver se alcançava a pessoa da imobiliária/financiadora que acabara de deixar uma notificação de “não pagamento da parcela do financiamento do apartamento” com o meu porteiro, Seu Miguelzinho. Eu sempre dera autonomia para o Seu Miguelzinho, que tinha esse nome justamente por ser um homenzinho franzino, de pouco mais de um metro e meio de altura, receber e assinar as minhas correspondências, pois, como nunca estava em casa e não tinha tempo de correr atrás dessas burocracias, se não o fizesse acabaria por perder documentos importantes. Ou os exemplares das revistas de construção mensais e quinzenais que eu assinava. Seria um desperdício de dinheiro. Mas dessa vez, queria conversar com o representante da imobiliária/financiadora, então voei como uma flecha

