-A inocência de Saumi:

1518 Words
E assim atravessando em meio aos mesmos arbustos e fantasiando as mesmas brincadeiras enquanto cantarolava eu retorno até a arena porém a mesma se encontrava vasia, algo incomum, mas levando enconta o que a senhora disse eles também deveriam estár se preparando para tal festa. Não me custou muito encontra-los, simplismente optei por seguir os barrulhos presentes a minha volta; dando de cara com o salão de festas ou ala do trono como meu pai prefere chamar. Um grandioso espaço, grande o suficiente para colocar todos do vilarejo ali dentro. (Papai... ). Busco-o com o olhar notando que o mesmo conversava com uma das servas encarregadas por limpar o local. Foi um dos momentos aonde mais senti apreço pelo mesmo, correndo assim a seu encotro empolgado para lhe mostrar me novo penteado. - Olha papai meu cabelo não é bonito? - Dou um pequeno giro a sua frente. - Quem fez essa droga de penteado em você!? - Diz irritado me deixando confuso. - Eu não sei, foi uma senhola na parte bonita da casa. (Ele não gostou? Mas eu achei tão bonito). Meus olhos começaram a se encher de lágrimas e minhas mãos a tremerem, estava assustado, com medo da explosão que viria. - Apenas mulheres usam este tipo de penteado, se não quiser ser executado tem que parar de se portar como uma menininha e se tornar um homem! - Antes que eu pudesse pensar em reagir sou agarrado por um de meus coques, o qual sem dó ultiliza para me levantar no ar, fazendo com que as lágrimas as quais a tanto custo tentava segurar saíssem seguidas pelos berros de dor contínuos. - Hoje a noite eu darei uma festa em comemoração ao aniversário de 300 anos do Clã Huā e não quero que você atrapalhe as festivadades, então não saia do seu quarto por nada está noite, já deve saber das consequências. Sem muito o que fazer apenas concordo com a cabeça pedindo para que o mesmo me soltasse, o que ele faz a contra gosto. Ao por os pés no chão sou surpreendido pela sua segunda mão que faz o favor de retirar meu outro elástico, este tão doloroso quanto o primeiro, saindo mais uma bola de fios rosados em sua mão. Sem muitas forças agarro minha cabeça descendo ao chão enquanto sentia o queimar de meu coro cabeludo, doía tanto que eu m*l conseguia colocar em palavras, apenas grunindo baixo enquanto limpava as costantes e meladas partes de tristeza que desciam por meu rosto. Ainda inconformado com minha presença meu adorado pai se aproxima de mim em um gesto que faz desde o topo de minha cabeça até os dedinhos dos pés se arrepiar, ele puxa meu ombro vendo meu olhar de desespero o qual o diverte, abaixando seu tronco chegando na altura de meus ouvidos ele sussura: - Você deveria se apressar, meus convidados não demorarão muito para chegar. Me viro dando de costas para ele e após um soluço corro para o lado de forá do salão, estava apavorado, porém reunindo a coragem que me sobrava escuto do lado de forá a conversa dos trés, ao mesmo tempo que tentava fazer minhas pernas pararem de tremer. - Acho que o senhor pegou pesado demais com o Li Huā, ele é apenas uma criança não sabe das coisas ainda. - Sua voz sai em tom baixo. - Essa criança nem deveria estar viva para início de conversa, ele não tem força para lutar e não serve para casar, não passa de um erro. Um erro o qual eu deveria ter corrgido a muito tempo atrás. - Mas acima de tudo é seu filho e não é assim que se trata um filho independente se foi desejado ou não! ~Slap! Agaicho-me no chão com o barrulho com medo. - Lěngjìng hoje é um dia importante para a nossa familia então eu não posso permitir esse tipo de comportamento, está me entendendo!? Nossa família precisa de poder e você possue esse poder, não quero ter que te deserdar por conta de um erro, então preste bem atenção da próxima vez que me erguer a voz você passará sete dias e sete noites trancado no porão, agora suma da minha frente e se arrume para receber os convidados. - Sim, pai... - De um jeito nesse hematoma, não quero que pensem que meu filho é fraco. Não escuto mais a voz de Lěngjìng o que me deixa levemente preocupado. - Se ele for desertado eu serei o próximo líder certo? - Diz Chang. - Sim. - Então eu espero que aquele facrote de cabelo rosa faça uma grande encrenca essa noite, assim tenho certeza que o certinho do Lěngjìng vai sofrer as mesmas consequências já que sempre o protege. - Se fizer alguma coisa contra o seu irmão mais velho receberá duas vezes o castigo que antes mencionei, agora peça para sua mãe te arrumar. - Claro pai! (Eu sou uma coisa r**m?). Saio correndo indo diretamente para meu quarto. [...] Ao chegar em meu quarto sem pensar duas vezes me atiro na cama, o dia havia sido péssimo, para variar, minha cabeça estava dolorida e não importa o que eu fizesse meu corpo continuava tremendo. Sem muitas opções me enrolo em meu cobertor na tentativa de abafar o choro. (O que eu fiz de errado? Por que o papai ficou tão bravo? Eu só quelia que ele me elogia-se, dissesse que eu estava bonito, a senhola disse que eu tinha que cuidar do meu cabelo mais ele está todo rasgado agola). Fungo. - Li Huā tudo bem com você? - Diz Lěngjìng preocupado enquanto abre vagarozamente a porta de meu quarto. - O que faz aqui? - Digo sem colocar a cabeça para forá do cobertor. - Vim cuidar de você. - Suspira. - Agora sai daí de baixo, eu vou te arrumar direito para a festa, mesmo que o papai não queira que você esteja lá acho importante que toda a minha família compareça, afinal é um dia importante. - Papai disse pala eu não ir lá. Tô com medo, não quero que ele me machuque. Descubro minha cabeça emburrado, mas quando meu irmão tocou em minha cabeça a acariciando devagar entreguei tudo, e quando fui ver já estava em seus braços. - Eu não vou deixar ninguém te machucar, porém você precisa ser corajoso. Ah vai ter bastante comida gostosa lá e muita gente bonita, além de música e dança; vai poder ver a mamãe dançando. - Mamãe?... Eu quelo! - Viu como vai ser legal? Você vai ser a criança mais linda de toda Bayo, até nosso pa vai perceber isto. - Sorri olhando em meu rosto. - Vo fica igual a ela? - Mas a mamãe é menina, ela usa roupas chamativas e com cores fortes Li Huā, nossos trages apesar de ter um modelo aproxima as cores são opacas, podem ser escuras ou claras mais não são tão chamativas, e a mamãe também usa maquiagem e penteados extravagantes, nós não podemos usar isso. - Mais puque? - Eu não sei pequeno, eu não sei. Suspira. - A senhola disse que meu cabelo é bonito e que eu tenho que cuidar bem dele, mas o papai rasgou ele. Lěngjìng dá uma leve risadinha. - Arrancou ele você quiz dizer, bom vou te levar até o distrito leste, fica um pouco longe da residência principal mais acho que você vai gostar, e lá concerteza vão conseguir te deixar bem bonito. Apalpo suas roupas me sentindo inseguro. - Eles não são maus? - Te prometo que não. ............................... Ele me leva de volta aquele maravilhoso lugar aonde havia conhecido Shūnǚ a qual anteriormente já havia o arrumado, estava tarde quando chegamos, o dia começava a ir embora fazendo o distrito ficar todo iluminado. Dentro dele se ouvia muitos barrulhos, era um ambiente animado, cheio de risos, músicas além de muitas conversas desnecessárias (fofocas). E no alto se tinha um belíssimo show de luzes protagonizados por lantérnas de inúmeras cores, simplismente de se tirar o fôlego. Entrando no quarto de Shūnǚ as coisas começaram a ficar agitadas enquanto ela explica para Lěngjìng tudo o que havia acontecido anteriormente. - Não acredito que a senhora boazinha por trás disso tudo era você, se meu pai descobre ele te manda embora! Não tem medo disso? - Seu pai não tem coragem de me mandar embora, afinal eu sou uma peça muito importante nessa casa sabia? Além disso fui eu a responsável por trocar as fraldas daquele velho ranzinza. Porém ainda sim estou surpreza, como ele pode tratar tão m*l uma criança tão pura. - Sabe muito bem que o ego dele é enorme e algum dia ele vai acabar caindo por conta disso, e o Chang não é diferente. -Tem razão aquele sim vai dar um rapazinho bem malmorado, mais agora vamos cuidar desse pequeno bebê. - Foi mau, eu não cuidei dele. Toco em minha cabeça preocupado. - Não tem problema meu amor afinal a culpa não foi sua. Diz ao me pegar no colo, colocando-me em cima de uma mesa de tecidos.
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