Capítulo 73 — Isidóro

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Era coisa difícil de dizê, coisa que nem nome tem direito, mas tava custoso demais pra eu lidá com a cabritinha sendo mãe. Não era ciúme do pequeno Valério, Deus me livre de pensá bobagem dessa. O minino é um anjo, coisa linda de Deus, e nasceu forte, esperto, rijo como bezerro novo. Era mais... sei lá... uma saudade dela, uma saudade do jeito que ela me olhava antes, do jeito que me pedia as coisas, das risada que dava só pra mim. Agora, o olhar dela era do menino, o cuidado todo era pro rebento, e eu entendo, claro que entendo... mas mesmo entendendo, o peito apertava. Era um trem que eu não sabia explicar. Sentia que ela tava longe de mim, mesmo quando eu passava por ela na cozinha ou quando ela me pedia um pano limpo pro Valério. Tava ali, mas não tava. E eu, que nunca fui muito bom

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