Capítulo 59 — Teófilo

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Acordei com o sol já invadindo a janela e o cheiro do café fresco no ar. Isidóro já tava lá fora, cuidando da lida com o gado, e o Bento tava todo preguiçoso, se espreguiçando igual gato gordo na rede da varanda. Já fazia uns dois dias que a confusão estourou feito tempestade no pasto seco, e nossa Laysla... ah, nossa Layslinha tava quieta, toda pensativa, andando de um lado pro outro da casa, com cara de quem perdeu a enxada no meio do milharal. Depois de ajeitá as coisas no curral, Isidóro veio até mim, suado, mas com aquele olhar firme dele. — Teó, vai lá na cidade, compra umas coisa doce, uns treco pra animá nossa mulher. Ela tá jururu desde o bafafá. Eu assenti com a cabeça, limpei as mãos no pano que tava no bolso e fui selar o cavalo. Laysla nem deu bom dia direito, só acenou com

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