Eu sempre achei que meu corpo era esperto. Mas agora… agora ele tava mais do que isso. Ele parecia uma orquestra afinada, tocando uma música que só eu ouvia — uma canção suave, silenciosa, mas poderosa. E essa canção se chamava vida. Já fazia uns dias que eu acordava meio enjoada, mas achava que era só alguma coisa que comi. Não dei bola. Até porque, né? A gente aqui na fazenda come tudo tão fresquinho que às vezes até esqueço que o mundo de 2025 já ficou lá pra trás. Mas teve um dia… ah, teve um dia que o cheiro do bacon fritando me fez correr pra fora da casa igual quem foge de assombração. Vomitei como se estivesse expurgando até pensamento. E ainda assim, entre uma ânsia e outra, sorri. Um sorrisão largo, daquele que pega até as orelhas. Eu sabia. Era isso. Tinha alguma coisa crescen

