Num sei se é o sol que tá mais quente ou se é meu peito que não para de fervê, mas esses dia tem se arrastado num compasso lento, mió que boi manco em estrada de terra. Cada hora que passa parece um mês, e cada barulhinho que ouço da Laysla me ponho de pé como se o mundo tivesse prestes a mudá. Ela já tá quase parindo, minha muié. E digo assim, muié, com orgulho de homem que viu aquela moça forte transformar nossa casa em lar, nossa vida em esperança, e nossa solidão em partilha. Eu, Bento e Isidóro, vivia quieto cada um no seu canto, e hoje vivemo tudo junto, tudo misturado, feito feijão, arroz e torresmo no prato fundo. Toda manhã, antes mesmo do g**o acabar de cantar, eu acordo com o coração apressado. Fico só observando ela dormi. A barriga dela parece querer conversar, mexe sozinha,

