O cheiro da lenha queimando ainda tava no ar quando eu e os meninos chegamos da cidade. Vínhamos rindo, falando das ferramentas que a gente comprou e do milho verde que conseguimos por um preço bom, até que vimos de longe o fuzuê na frente da nossa casa na fazenda. Duas carroças estacionadas, mulher de braço cruzado, cara de poucos amigos e umas moças chorando. — Que d***o é isso? — Teófilo pergunto franzindo a testa. — Parece até velório. — resmungou o Bento, apertando o passo. Assim que a gente chegô mais perto, eu senti logo que o clima tava carregado demais. Minha tia Juliana tava lá e parecia uma pedra prestes a despencá da montanha. As filhas do seu Tião lá também... Giselda chorava como se tivesse perdido um ente querido, e Marieta soluçava encolhida no degrau da varanda. No meio

