Sarah Eu vivo em um tempo aonde as pessoas são excessivamente previsíveis, destituídas de criatividades, sem controle emocional e aprisionadas nas teias da mesmice. Durante o tempo em que eu estive internada naquele hospital, eu percebi isso, percebi como as pessoas são desmotivadas e que sempre estão buscando uma forma de suprimir seus anseios, mas sem nunca ter a coragem de se desprenderem das amarras do cotidiano. Por que são assim? E por que eu, que sou um ser humano como qualquer um deles, percebo essa falha? — Sarah? — Ah! O que foi? Estou mergulhada no mar de pensamentos, num verdadeiro lombo que mais parecia feito de uma espécie de lama grossa e espessa. Nem estava prestando atenção no que o Rafaele me dizia. — Vamos para a casa da sua tia, ela já está esperando por você, Sa

