O CARRO PRETO E OS LADRÕES DE ÓRGÃOS Era um fim de tarde frio em Brasília, uma leve chuva tinha deixado o asfalto e as passarelas de concreto úmidas, quase não havia circulação de pessoas nas ruas das entre quadras, algumas luzes dos postes onde havia mais sombras feitas pelos prédios já começavam a se acender. Felipe se despedia de Fábio embaixo do bloco nesse fim de tarde frio, ajeitava em sua mochila com seu Playstation três o qual tinha passado toda tarde jogando videogame, sem qualquer malícia e se sentindo seguro como sempre fazia o percurso até chegar a seu bloco nada de anormal percebia em sua volta. Um carro preto com vidros escuros começava a andar bem devagar entre as ruas dos blocos naquele momento de fim de uma tarde fria sem chamar atenção.

