DANI LEMBRANDO E CONTANDO AOS AMIGOS:
Já virei um tapa na cara dela e segurei ela de costas, pressionando a cara da desgraçada na parede de uma casa. O que me ajudava era que ali não ficava no campo de visão de nenhum soldado.
— Escuta aqui, sua p*****a, você vai me acompanhar até meu carro sim! Caso contrário, meu soldado que está lá do outro da rua da casa azul, ao lado do Bar do Tuca, vai atravessar e meter uma bala na cabeça da sua titia Lourdes. — A casa azul era a casa onde ela morava com Lourdes, a mulher que a criou. Primeiro me informei sobre a vida dela, não havia nenhum soldado vigiando a sua casa, mas ela não precisava saber disso.
Ela se calou e me acompanhou, entrando no meu carro e eu dirigi acelerada até um local mais afastado, próximo de onde sei que fica o campo da desova. A princípio, hoje ninguém seria cobrado, então estaria limpo.
Lá estacionei e dei uma surra nela, mesmo estando grávida bati muito, arranquei o mega que ela tinha acabado de colocar e após ela estar toda machucada, peguei meu canivete debaixo do banco e encostei no pescoço dela.
— Fique feliz que eu não rasguei essa sua cara todinha, mas não esquece que a titia Lourdes também está na minha mira, então só vou avisar hoje: nunca mais chega perto do meu marido. E se você abrir essa boca para alguém sobre o que aconteceu aqui, já sabe, você vai se atrasar comigo! — falei e pressionei um pouco o canivete na garganta dela.
— Agora vaza! – mandei e a garota saiu correndo do meu carro. E quando ela saiu, encostei minha cabeça no volante e desabei a chorar. Eu, que nunca fui uma pessoa violenta, havia acabado de agredir alguém e ameaçado outra por causa de homem. Não foi a primeira traição do Eduardo, mas eu não vou ficar aguentando isso, não vou! Eu coloco essas vadi*s pra correr sem precisar me expor pra favela toda, mas na próxima que ele aprontar, eu dou um basta nessa relação.
— Dani sua maluca, arrancou o cabelo dela? Adorei! – Rebeca gargalha após eu terminar de contar e bebe o suco.
— E não é? Foi pouco ainda! Nossa amiga é braba! — Andrey fala e baixa o óculos de sol.
— Mas toma cuidado, amiga! Você está grávida. — Rebeca avisa.
— Elas que tomem Rebeca! Elas que tomem... — Dani completa.
— E você, Andrey? É sério? O boy vem mesmo ao Brasil? A gente quer conhecer, né não Dani?
— Seríssimo! Ele vai ficar em Copacabana, no Emiliano Hotel. — ele fala fingindo ter um longo cabelo e colocando-o atrás da orelha.
— Tu não é fraca não, hein biba? — Rebeca bate na perna dele.
— Ele quer o passaporte internacional. Dani fala rindo.
— Eu quero logo morar fora do país, cansei dos brasileiros que só querem usar meu corpitio! E um dia vou levar vocês pra passarem as férias comigo! Vamos esquiar juntinhas na neve, anotem aí! — ele faz trejeitos simulando ser muito rico.
— Promessa é dívida, hein?
— E eu pago todas, Rebequinha!
Os três brindam com os copos de suco.
— Acho que não se fosse pelo meu filho que tá na minha barriga, eu iria com você Andrey. Eu iria para qualquer lugar, cansei gente!
— Nem tenta Dani, nunca se sabe do que o Japah é capaz!
Japah
O casamento do Carioca e da Fernanda foi legal pra caralh*, deu até vontade de oficializar com a Dani também. Andei dando uma ou duas puladas de cerca, mas é por aquela loira marrenta que eu sou paradão. Às vezes acontecem uns erros, pego uma aqui e outra ali, isso é coisa de homem. Mas pegar essas piranhas não muda em nada o que eu sinto pela minha mulher. E ela anda esperta, pouco antes de descobrir a gravidez, deu uma surra numa p*****a que eu peguei, o problema é que essas Maria fuzil ficam explanando que ficam com bandido, depois quando ficam carecas, acham r**m.
Meu telefone toca, era um dos soldados.
— Fala! — digo ao atender.
— Então Japah, é sobre a sua esposa!
— O que aconteceu? — perguntei.
— É... a Kelly, a loirinha...
— Fala logo pô! — ele tava sem jeito de falar, a Kelly é uma mina que peguei uns dias atrás.
— A senhora sua mulher deu uma surra nela, bateu legal, arrancou os cabelos, parece que a mina foi até embora da comunidade. — escuto aquilo e passo a mão nos cabelos ficando puto.
— Mais alguém sabendo dessa porr*?
— Só eu, Japah! Tava fazendo a ronda e vi, sabe né? Tudo palmeado sempre.
— Assim que deve ser, na atividade! E já sabe né?
— Claro Japah, sigilo total!
— É isso aí!
Desligamos.
Porr*, a Dani não era assim, sempre teve postura, agora tá malucona. Qual é a dela agora?
Resolvo isso depois, preciso conversar com o Carioca, esse papo de filho dele com a Susana tá sinistro demais. Tava tudo pronto pra surpresa do casamento e a maluca veio pra cima dele com esse papo de filho, não sei como ele não surtou, mas a Fernanda vai surtar com certeza.
Ainda não tive tempo de falar direito com ele sobre essa história, a Susana sempre foi amarradona no Carioca, mas nunca pareceu ser o tipo de mulher que dá golpe da barriga. Mas agora que passou o casamento, vou conversar com ele sobre isso.
Tenho que ficar esperto, o Carioca quando briga com a Fernanda fica louco e sai da linha total, não se importa com nada. Parada sinistra essa, ele só ficou de quatro assim por ela até hoje, e eu sei que se der r**m outra vez entre eles, o Carioca vai entrar numa neurose das brabas.
Eu mato e morro pelo meu irmão, sangue do meu sangue, tô com ele pra tudo, mas em questão da Fernanda, se eles se desentendem, ele fica com a mente virada. Ele precisa se ligar, mulher não pode comandar a mente do homem, tem que ser o contrário. O Carioca comanda os negócios há anos e isso tem que continuar sendo a prioridade.