Não estou pronta

1437 Words

Angelina Da Costa  Eu abri as pernas devagar, ou ao menos tentei — porque elas tremiam. O gesto era tímido, calculado, deixando apenas o necessário à mostra. O suficiente para vê-lo perder o controle. Saulo puxou a gravata, impaciente. O senhor Braga ainda falava, mas já não havia espaço para raciocínio no meu chefe, ele m*l o olhava, e olhava para mim que tremia. A vergonha que me corroía se misturava ao desejo, e por impulso — ou crueldade — fechei as pernas subitamente, como se tudo aquilo fosse um engano, um descuido. Um soco seco e brutal foi dado na mesa. — Desgraçada! Ele se atrapalhou, perdeu a compostura, os olhos em brasa. E eu tive certeza: o maior vício de Saulo Prado era b****a. Não só o dele — parecia uma maldição de família. O erro. O pecado. O que os feria e consumia.

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