Eu tremia com a sua mão na minha nuca, com a sua boca dominando a minha. O beijo não era só exigente, era uma invasão. Sua língua exigia a minha com fome, com raiva, com uma urgência bruta que me desmontava inteira. Ele me beijava como se quisesse arrancar o ar do meu corpo, como se aquele beijo fosse a única forma de me punir e me ter ao mesmo tempo. Nossos dentes se tocaram, nossas bocas se chocaram, e meu corpo cedeu. Gemi contra sua boca quando sua mão desceu da minha cintura até a minha nádega, apertando forte, me colando ainda mais contra ele. — Dout... — Tentei dizer, mas só consegui balbuciar. Era impossível formar qualquer frase coerente. — Doutor um ova... — ele rosnou baixo contra minha boca, os olhos cravados nos meus. — Como você pode ser tão imprudente? Vim de moto? De ves

