Capitulo 72 -Vá!

1256 Words

Angelina Garcia A cozinha estava escura, iluminada apenas pela luz fraca da rua que entrava pela janela. Eu não escutava mais nada, só a minha respiração acelerada, o sangue correndo no ouvido, e o som molhado da língua de Saulo entre as minhas pernas. A cena era absurda. Indecente. Irreal. Eu, com as coxas abertas, sentada no banco da minha própria cozinha. Ele, ajoelhado, faminto, como se estivesse se alimentando da minha alma pela b****a. Minha cabeça encostou no armário atrás, e eu me segurei ali sobre os seus ombros, os olhos fechados, a boca entreaberta. Era tanto, era demais. Eu queria fugir, e queria implorar pra ele não parar nunca mais. — Por favor, Saulo… — sussurrei, quase sem ar. — Você não tem noção do que faz comigo… Mas ele tinha. Ele sabia. Porque não recuava, não de

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