Encharcada na segunda

1496 Words
Pov: Angelina Garcia O susto foi inevitável ao me deparar com um homem sentado atrás do computador. Cabelos loiros lisos, pele clara, olhos azuis, barba no mesmo tom do cabelo. Engoli seco, impecavelmente atento ao computador, ele era perfeito, tão perfeito quanto uma miragem. Eu nunca havia visto nada tão, quanto parecido. — Quem é você? — perguntei, sentindo meu corpo estremecer. Ao parar de olhar a tela, e me olhar pacientemente os olhos dele desceram lentamente pelo meu corpo, permanecendo na minha barriga antes de subirem aos meus s***s. Instintivamente, cobri-me com as mãos. Mas então percebi a curvatura que tomava seus lábios, sórdida, perigosa. A barba perfeitamente aparada, a blusa azul-clara que acentua seus olhos, os fios de cabelos loiros perfeitamente alinhados. Ele parecia tudo, menos um ladrão. Mas, no meu meio, ladrões não têm cor ou cara. Isso tornava claro a cada cliente que aparecia em busca de soluções rápidas para prejudicar os funcionários. Ainda procurando minha saia em mim mesma, tentei vestir a blusa de volta quando o vi desviar o olhar com um toque de diversão. Seus olhos pousaram na fotografia de Débora em seu ensaio de gestante sobre a mesa, talvez fosse. — Sou Saulo Prado, sobrinho, talvez substituto temporário de Débora Prado — disse ele, com uma voz firme e carregada de masculinidade, o ar do ambiente havia mudado. Estava quente, aquecia mais, a chuva ainda caía lá fora. Quase me faltou ar. Aquele homem sentado à frente do computador era como uma cópia do senhor Prado filho segundo. Constatei, porém mais jovem, mais bonito. Eu não tinha palavras. Quem daria credibilidade a uma mulher de quarenta e seis anos, ensopada e seminua às onze da manhã? — Você deve ser a secretária ou assistente da Débora. — afirmou mais do que perguntou. Assenti, ainda sem saber onde enfiar a cara. Ele se levantou. Alto, não tão alto. Devia ter mais de 1,82m. — Não precisa se... — tentei dizer, mas ele ignorou. Com apenas três passos, chegou até mim e estendeu a mão. Olhei para seus dedos longos, para os pêlos loiros nas costas da mão. Será que ele percebeu que eu estava seminua? — É um prazer, senho...? Engoli a vergonha e ergui o olhar. — Angelina Garcia, senhor. Se ele estava ignorando a situação, eu também ignoraria. Mas, ao fitar seus olhos, a vergonha me dominou de novo. Instintivamente, minha mão, que ia em direção à dele, voltou para cobrir meus s***s. — Como eu disse, é um prazer, Angelina — afirmou, os olhos subindo lentamente até os meus, com um sorriso esboçado de lado. Pov: Saulo Prado Estava focado tentando entender os casos à minha frente, o silêncio na sala contribui ou não, talvez atrapalhe, o que todos estes casos querem dizer? — Ahh! — Um grito ecoou pela enorme sala verde militar e bege luxuosa. Demorei a desviar os olhos da tela, estando bastante intrigado. Apesar da empresa estar ligada à indústria açucareira, não me parecia algo tão grandioso como a mídia indicava, se já havia fechado uma proposta, acordo para caso como solução. Então, vi a mulher na porta. Estatura mediana. Cabelos ruivos molhados e corpo também. Sutiã rosa claro, s***s arrebitados, as sardas avermelhadas contrastavam com a pele clara. Olhos verdes escuros assustados, sardas pelo rosto, mais a altura dos olhos, boca pequena pouco carnuda, feita num belo desenho. Saia verde deslizando pelas coxas, tão claras, lisas, apesar das estrias marcadas. Pelo choque, ela pareceu ter parado de se despir. Seus s***s subiam e desciam rapidamente enquanto ela arfava, seus s***s se moviam, como um convite sem pudor. Sua boca rosada semi aberta, eu m*l assimilei o que dizia, ainda mais os olhos espantados, verdes, perplexos, curiosos, indecisos, deliciosos. Observei-a de baixo para cima, as pernas claras, coxas grossas. Na ponta dos dedos, já descalça. Pernas pouco torneadas. Curvas imperfeitamente delineadas. Barriga com uma gordurinha, bem convidativa, dessas que dá uma enorme vontade de morder. Sem sinais de qualquer cirurgia. Não ouvi uma única palavra do que ela disse. Meu olhar fixou-se na calcinha preta rendada, marcando desde a sua cintura, adornando o quadril, expondo um pouco da virilha com alguns fios de pelos aleatórios. Engoli em seco diante do formato do seu sexo. Fazia tão pouco tempo que não via uma mulher nua, talvez no domingo. E então, para meu desagrado, ela havia parado de se despir, o meu instinto se aguçou por mais de imediato. Por mais pele à mostra, por mais nudez do seu corpo. Eu a encarei, ignorando meu próprio desejo, percebendo que não era uma jovem. Como sempre estive habituado. Havia sinais de uma mulher madura. A Pele não é tão lisa. Algumas rugas no pescoço, poucas, mas havia. Ainda sem resquício qualquer de maquiagem. Seios empinados pelo formato do sutiã, mas nada artificiais, as sardas neles, eram detalhes que jamais passariam despercebidos por qualquer olho. — Sou Saulo Prado, sobrinho, talvez substituto temporário de Débora Prado — anunciei, tenso, observando-a tentar se cobrir sem sucesso, seu abdômen se movia, em um subir e descer pelo susto. — Você deve ser a secretária ou assistente da Débora.— constatei, notando sua familiaridade com o local. Meu pai mencionou que a secretária logo chegaria, uma funcionária de confiança da família. Ela nada disse, a boca ainda aberta, em transe, susto. Levantei-me, observando meu próprio corpo, certificando-me de que não havia sinais visíveis da minha excitação, mais estava, como se não houvesse feito sexo a um bom tempo, estava faminto, sedento por ela. — Não precisa se... — murmurou, hesitante. A peça íntima rosa marcava bem seu corpo. Nunca estive diante de uma mulher como ela. Nunca tão ruiva. Nunca madura. Nunca tão séria. E pelo visto nunca tão assustada. — É um prazer, senhor...? — estendi a mão, mas ela não retribuiu o gesto. Seus olhos fugiam dos meus, até que percebi a aliança dourada em seu dedo anelar esquerdo ao tentar se cobrir. — Angelina Garcia, senhor — respondeu, desconfiada, tentando puxar a blusa. Casada! Disse isso mentalmente para mim mesmo, talvez fosse o que bastava. — Como eu disse, é um prazer, Angelina — afirmei, fitando seus olhos verdes, vendo-a corar e virar-se de costas em seguida. Seu traseiro se destacou na calcinha preta de tamanho médio. Não era uma peça sexy, mas sua pele macia revelava outra história, talvez tudo ficasse sexy nela. Desviei o olhar buscando autocontrole, a minha puberdade já havia acabado a algum tempo. Ela tentava erguer a saia verde oliva. — Acredito que veio para usar o banheiro. Deseja que eu me retire? — perguntei, indo até a porta. Ela tentava lidar com um zíper emperrado na saia, até que me olhou com as bochechas ruborizadas, sem responder. Os olhos bem arregalados, sorri lentamente, adorando todo o seu espanto. Ainda mais com os cabelos vermelhos molhados, grudados pela pele. A deixa mais sexy. Aproximei-me lentamente, sentindo a necessidade de tocá-la. Afinal, quem tinha um compromisso era ela, não eu. Desci as mãos até as dela, alcançando o zíper pequeno, quase invisível que ela tateou, sem jeito. Seus olhos verdes encontraram os meus quando a puxei levemente de costas para mim, notando-a a surpresa em seu olhar pela minha ousadia. Seus quadris bateram quase sem força em minhas pernas, pelo meio tranco que eu dei. — Eu... eu acho que...— Ela abaixou o olhar tentando dizer, mais ruborizada, a vermelhidão já tomava todo rosto e pescoço também, tive certeza, está mulher na cama deve ser um espetáculo! Mas ignorei as suas palavras, lutava contra todos os meus pensamentos. Suas mãos pequenas afastaram-se das minhas, acabando subitamente ao nosso toque, enquanto subi o zíper com mais força do que o necessário. — Resolvido — murmurei, fitando-a descaradamente. Cheirosa. Macia. E Quente. Insatisfeito, só sentia vontade de sentir sua pele, mas ela recuou ao perceber minha ereção. Foi para trás da mesa de madeira, feito um cervo fugindo de seu caçador. Passou a mão pelos cabelos molhados, tentando esconder o constrangimento. — Vou tomar um café. Pode usar a sala, se preferir — Lhe disse, indo em direção ao elevador. Dei as costas, mas senti seus olhos cravados em mim. Primeiro dia de trabalho. E já tinha uma secretária desconcertada na recepção. Sorri sozinho diante do ocorrido. Um sentimento de diversão me tomou enquanto aguardava o elevador. Quando chegou, entrei nele, vendo-a sentada em sua cadeira. Nossos olhares se cruzaram. Ela desviou rapidamente abaixando a cabeça, envergonhada. Tímida? Fiquei sozinho até o próximo andar. Uma jovem loira entrou, distraída com o celular. Ao me notar, sorriu. — Você é novo aqui? Ou é um cliente? — perguntou, os lábios pintados de vermelho se curvando em um sorriso. Já conhecia bem este tipo. — Se eu for funcionário, isso te deixa feliz ou triste? Ela riu. — Feliz. Em que setor trabalha? Ah, se veio falar com a doutora Débora, ela não está. Só vai encontrar lá o maracujá murcho da Lina, assistente dela.
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