A silhueta no terraço

545 Words
Os sapatos ecoavan nos degraus de mármore, o Sino havia acabado de bater para descemos para o salão principal. passo a mão para tirar o amassado da minha roupa e saiu do quarto que dividia com Eva. - bom dia , Angel - bom dia respondo com um meio sorriso. Eu odiava aquilo, não queria estar naquele lugar, naquele colégio, não naquele espaço, não pela religião claro e sim do colégio e das freiras,mas eu não poderia simplesmente ser apenas da religião sem precisar fazer tudo aquilo? Pensei enguanto descia até o salão principal junto com as noviças e freiras, rezarmos toda vez depois do café da manhã, mas ultimamente estava acontecendo tantos assassinatos na região que começamos a rezar antes.Me ajoelhei ao lado de Eva e todas nós fechamos os olhos e começamos a rezar alto, bom... pelo menos elas ...observei aquela cena de relance queria sair dali o quanto antes mas não podia nem se quisesse. Olhei para a janela onde podia-se ver o colégio dos seminários onde também podíamos ver eles fazendo o mesmo. O colégio era a mesma estrutura e mesmo tudo,então sabíamos onde era os cômodos mesmo nunca estando lá. Novamente o garoto de cabelos negros e olhos azuis também me olhava do mesmo jeito que eu, ele fazia isso sempre: me olhava sempre que fazíamos as rezas no salão principal do térreo. Já havia recebido várias e várias cartas deles , pedindo para nós encontrarmos mas com o meu medo dos assassinatos eu não tinha coragem. - amém irmãs? Disse a madre superiora com seu cabelos grisalhos e rugas ao lado dos olhos, nos levantamos e começamos a nos dirigir para o café da manhã - por que você não reza? Eva me perguntou , seu olhar de pureza , óculos redondos que combinavam com suas sardas e tranças ruiva me fazia dó de contar que não queria me formar como freira.- é ele de novo, não é? - você ainda pergunta? - olha Angel oque esse garoto tem de mais? a pergunta me pegou de surpresa, não conseguia responder mas todo vez que via aqueles olhos azuis eu via algo nele , algo mais profundo. Eva não insistiu mais sabendo que não contaria nada a ela que pensava, então apenas assentiu. - você tá vendo né ? os assassinatos estão subindo irregular, - Tô sim... infelizmente... Após o café da manhã entrei no meu quarto e peguei as outras treze cartas que ele havia mandando nas treze vezes diferentes sempre dizendo a mesma coisa: " encontre - me na praça" e entre parênteses estava o horário: 00:00 "Será que realmente valia a pena arriscar a confiança que a madre tinha a mim? Guardei todas elas na caixa rosada com um laço de cetim azul, e sai do quarto subindo para o terraço. O vento batia fortemente junto com o sol , sento -me na borda e pego Soltanti: o gato de estimação do colégio, ele apareceu lá com apenas messes de vida e sem saber o que fazerem resolveram adota-lo e colocar seu nome. Sol por que seus olhos brilhavam assim como o sol e tanti porque andava parecendo que estava saltitando" Soltanti" Mal tive tempo de respirar e avistei uma silhueta no terraço ao lado, era ele...
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