Seu olhar se dirigiu a mim por alguns segundos, se sentou -se na borda mais distante e começou a observar a paisagem. Poderia estar louca mas pela primeira vez notei o quanto aquilo me atraia ; o vento que continuava a bater, levantou seus cabelos fazendo fios ficarem em seus rosto. Lindo. Soltinta miou em meus braços oque me fez perder o foco e voltar a vida, mas mesmo assim quando olhei novamento ele havia sumido.
-como...?
falei pensando em voz alta mas não me deixei levar,olhei para baixo e vi duas freiras no jardim, era verônica e Inês. Verônica me olhou e franziu o cenho, não gostava nada de mim por eu estar aqui desde pequena e se tornar a queridinha de todas. Elas molhavam algumas flores diferentes, eram flores com um tom avermelhado pois tinha acabado de nascer,dei de ombros, apenas desci de lá e deixei soltinta onde estava .
A noite tomei meu banho e subi para o quarto com Eva mas logo desci, as escadas fazia barulhos no silencioso oque me deixou com medo de ser pega. Andei até perto da porta principal e me abaixei pegando o envelope, estava com um cheiro diferente: um cheiro que me fez arrepia por completa. Quando o abri estava escrito oque eu já esperava mas ao lado estava um flor, eu já tinha visto essa flor antes.... era a flor que Verônica e Inês molhavam.
Me assustei um pouco sem saber como ele havia conseguido aquela flor , ela só tinha aqui no colégio pois no outro eles apenas molhavam horta e girassol ,lembro que uma vez que a madre tinha me contado , então a única possibilidade era que ele havia entrado.Meus pensamentos me deixou naquele lugar me fazendo esquecer de voltar para o quarto mas quando percebi já era tarde demais.
-o que faz aqui em baixo?-olhei e lá estava verônica, sua camisola rosa claro ,touca nos cabelos pretos e braços cruzados , aqueles olhos castanhos me fez esconder a carta atrás de mim imediatamente
franziu o cenho... novidade - Oque é isso?
- nada - respondi e imediatamente tomei minha postura - Oque você também faz aqui em baixo?
- Não mude de assunto - sua voz falhou um pouco e logo avistei Eva descendo.- Oque é isso?- referiu -se a carta
- Eva já estava levando sua água - comecei a disfarçar subindo, puxando Eva que não sabia de nada.
No dia seguinte após o café da manhã madre superiora me chamou até sua sala , a sala estava com um cheiro meio velho com decorações nada a ver com a pintura.
- sente -se
mandou -me dando um pequeno gole no café.
- Oque a senhora deseja madre Madalena?
ela respirou antes de prosseguir
- me disseram que você estava com um carta ontem a noite na porta principal, é verdade?
senti uma raiva subir em meu rosto. Verônica me pagava por isso.
- como ? não sei de carta, tenho certeza que foi verônica mas ela está mentindo pode até se quiser perguntar Eva , fui apenas buscar um pouco de água.
madre Madalena não pareceu muito acreditar em mim ,talvez já tivesse suspeitas mas isso era oque eu menos importava, mas quando ela foi protestar Inês entrou correndo na sala chocada, sua cara estava pálida parecia que tinha visto o vulto da m*l alma de Verônica. Respirava igual uma múmia enterrada enquanto dizia ao plantões
b- balearam o p- padre...
-como irmã?- Madalena se levantou arregalando os olhos - oque acabou de dizer?
- estavamos indo varrer a frente e quando chegamos vimos ele ,o padre Estevam no chão sangrando.
Mal teve tempo de terminar e saíram da sala me deixando naquela cadeira, por algum motivo eu não estava nada surpresa com aquilo. Me levantei e fui até lá fora que já estava com todas as freiras e seminários, me aprofundei mais na multidão até conseguir ver o coitado do padre sangrando, não conseguia dizer nada por estar boquiaberta
" de manhã mas oque está acontecendo?"
pensei e quando levantei o olhar vi ele, estava olhando para o padre , não com pena mas sim com algo de satisfação mas não me pegou sua reação, porque em um momento pensei ter visto uma marca em sua roupa branca. E o que me chamou atenção foi que a cor era ... vermelha?