O mar parecia um espelho quebrado sob a luz da lua, refletindo fragmentos prateados que se moviam com a cadência das ondas. O vento carregava o cheiro do sal, da madeira úmida e do peixe fresco que ainda repousava nos barcos ancorados, criando uma atmosfera quase hipnótica, mas também tensa. Cada som — o ranger de uma porta antiga, o tilintar das cordas nos mastros, o bater distante de asas de aves noturnas — parecia amplificado na mente de Íris, cada ruído uma possível advertência de perigo. A cada respiração, ela sentia o coração acelerar, a adrenalina misturada com a excitação, o medo e a determinação de proteger Noah, a si mesma e o legado da mãe que nunca conhecera. Ela se agachava atrás de uma parede de pedra, os joelhos pressionados contra o peito, o pingente de sereia pulsando con

