A madrugada ainda cobria a vila quando o silêncio começou a parecer estranho demais. Íris não conseguia dormir. Mesmo depois de voltarem para dentro da casa, depois de Elias confirmar que alguém realmente estivera ali, algo dentro dela continuava inquieto. Era como uma vibração constante no peito, uma sensação que vinha do mar e que ela não conseguia ignorar. Ela estava deitada, olhando para o teto, enquanto o som distante das ondas chegava pela janela. Então sentiu novamente. O pingente. Quente. Quase pulsando. Íris sentou-se na cama imediatamente. Aquilo não era normal. Ela levantou devagar, caminhando até a janela. A vila parecia tranquila, as casas escuras, alguns barcos balançando lentamente presos às cordas do cais. Mas o mar… O mar estava diferente. As ondas estavam mai

