Capítulo 4

1244 Words
Acordei no dia seguinte com a cabeça doendo e um enjoo típico relacionado a ingestão de uma alta quantidade de vinho, tomei um banho e somente um café preto, não daria chances ao azar. Coloquei uma roupa mais formal do que o de costume e parti para o meu passeio de carro de quase uma hora até o terreno onde será a construção. Sim sou filha de um homem muito importante mas me limito apenas ao luxo de ter um carro blindado, não gosto de seguranças ou motorista e também tenho ciência do perigo que é o nosso país, graças a Deus nunca fui assaltada e nem mesmo tive nenhuma tentativa de sequestro. Eu já estive na mídia, mas fiz e faço o possível para me manter longe dela, o anúncio do meu casamento teve uma grande repercussão e o fim dele, antes mesmo de acontecer, rendeu ainda mais notícias e quando descobriram o motivo do término eu m*l conseguia sair do meu prédio, ainda bem que tudo já passou. Chego antes de todos como gosto de sempre fazer, afinal, isso prova o meu comprometimento com a empresa e que estou ali porque eu mereço e sou capacitada para isso e não porque sou filha de quem sou. Deixo tudo pronto e recebo um por um dos participantes da reunião, mostro meu projeto e depois de debates para pequenos ajustes finalizamos tudo, o que me faz muito feliz pois refazer projeto é um saco. - Filha, sei que fixamos nosso jantar toda quinta mas essa semana tenho um compromisso inadiável, me desculpe por falhar no nosso primeiro dia, já que estamos aqui pensei em almoçarmos. Uma pequena substituição nesta primeira quinta pai e filha. - Sem problemas pai eu vou adorar almoçar em sua ilustre companhia, mesmo estando um pouco cedo para isso. - Horário de almoço estendido. - Vou adorar. - respondi aceitando o braço que meu pai posicionou para que eu encaixasse o meu. Como segunda surpresa do dia, a primeira foi meu pai tirar horas de almoço, meu pai libera o seu motorista e vamos, no meu carro, ao restaurante ali perto. Imediatamente uma mesa é liberada para nós, Sr Borges nunca precisa esperar e não posso negar que até que gosto da vantagem que tenho neste quesito, a bem da verdade é que eu raramente preciso esperar. Com a taça de vinho em nossa frente e depois do meu pai me parabenizar pelo projeto, comentar sobre como Sandra está com saudades e me alfinetar incontáveis vezes por eu estar péssima mesmo tendo tentado tampar com a maquiagem ele começou o seu discurso: - Filha, posso saber o que falava com o Carlos, nosso colaborador? - Ah pai não era nada demais, ele veio tirar uma dúvida e foi isso. - Age como se conseguisse mentir para mim Marise Lins Borges, esquece com quem está falando? Vai me falar a verdade? - Eu não mentiria pai! - Nessa hora ele me lança um olhar que me faz ter certeza que ele tinha me pego na mentira. - Quer saber o que esse velho aqui acha? Na verdade, tem certeza! Aposto que você está interessada no rapaz e - eu olho para ele e para a taça de vinho em minha frente totalmente envergonhada, tanto que minhas bochechas coram - p**a merda Mari, não acredito que coagiu o rapaz a ir ao casamento com você! - Credo pai, não consigo mesmo esconder nada do senhor Borges não é mesmo? E eu não forcei ninguém a nada pai, ele é um homem muito bonito e pensei porque não levá-lo comigo, ai eu poderia aproveitar também. - Não finja que tem algum interesse neste homem porque eu sei que é mentira filha, sei que já te disse diversas vezes já mas eu vou falar novamente: você precisa seguir em frente. - Eu estou fazendo isso, não preciso necessariamente ter alguém para isso, eu estou de boa quanto a relacionamentos pai, de verdade. Com Carlos foi um acordo, fingimos i********e, ele me acompanha em eventos e em troca eu o ajudo. - Você acha mesmo que eu já não sei que você vai pagar as dívidas de drogas e agiotas da mãe dele? Marise, minha filha, nunca se esqueça com quem você está falando e pode, por gentileza, desfazer essa cara de falsa surpresa porque eu sei que você sabe que eu já tinha todas as informações desde que coloquei o assunto em questão. Sei o quanto ele pediu e sei tudo o que ele passa. Acha mesmo que eu promoveria alguém em tão pouco tempo se eu não soubesse quão qualificado e comprometido ele é? Meus funcionários não são números, sabe que mesmo a construtora tendo o tamanho que tem, gosto de estar a par de tudo e de todos que trabalham para mim. - Sim pai eu sei, me desculpe, é que eu queria que esse assunto fosse um lance só meu. - Seu e da Júlia né! - Ele fez a cara de deboche que eu tanto amo, menos quando é direcionada a mim. - Sim pai meu e dela e o senhor pode me poupar do sermão, não vou ser enganada e nem nada do tipo, temos um trato e é tudo. - Não é com isso que estou preocupado filha, e tampouco vou me importar de ser vista com uma pessoa como ele. - Pessoa como ele funcionário braçal? - Não minha filha, homem esforçado, ambicioso e bonito como você disse. Só tenha cuidado meu amor, não quero que se machuque de qualquer forma. - Pode deixar pai, eu sei o que estou fazendo e se eu me perder em algum momento, sei que posso contar com Jú e com o senhor para me colocar de volta no caminho certo. Almoçamos uma saborosa vitela com legumes e molho branco e conversamos trivialidades, eu me diverti bastante como sempre. Meu pai é o cara mais legal, honesto, batalhador, engraçado e amável que eu conheço no mundo, ele não julga nada e nem ninguém e sempre está disposto a ajudar. Ter meu pai ao meu lado é tudo o que eu sempre mais preciso no mundo, ele saber do trato me faz ficar mais confiante. O motorista do meu pai vem buscá-lo e eu decido e aviso ao meu pai que vou voltar para casa, preciso descansar o resto da tarde para me aliviar da ressaca e amanhã, mesmo sendo sexta-feira vai ser um dia bastante puxado. Chego em casa e vou deixando tudo pelo caminho, ligo a televisão da sala e me jogo no meu sofá incrível, estava quase pegando no sono quando o meu telefone toca: - Oi minha menina, como você está? Estou com saudades de você, sua desnaturada. - Oi Sandra eu estou bem sim, só um pouco cansada por esse motivo tirei o resto do dia. Também sinto sua falta! Posso fazer alguma coisa por você? - Ah sim minha querida, desculpa atrapalhar seu descanso mas um passarinho me contou que você está com um novo alguém, então eu pensei em vocês virem almoçar no domingo, eu conheço o seu “amigo” e aproveito para matar a saudade. Não ouse negar, já falei com o seu pai e ele está ansioso. Eu sabia que isso aconteceria só que não tão cedo. - Sei que não haveria desculpa no mundo que me livrasse dessa, claro estaremos aí para o almoço. - Beijos minha menina, até logo. Lascou!
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