CAPÍTULO 22: (Ponto de Vista de Theo) Eu observava o rastro de espuma branca que a lancha de Bernardo Castiglione deixava no mar de Angra enquanto ela se afastava em alta velocidade. Meus punhos estavam tão cerrados que as juntas dos meus dedos doíam. Olhei para o lado e vi Raissa encostada no pilar do píer, ajeitando o cabelo dourado com as mãos trêmulas e a respiração visivelmente descompassada. Aquela boca dela estava um pouco avermelhada. Inchada. Eu não era i****a. Sabia exatamente o que tinha acontecido naquele canto escuro antes de eu interrompê-los. Castiglione a tinha encurralado, e ela, por mais que fingisse odiá-lo, tinha correspondido àquela intensidade doentia. Uma onda de frustração misturada com puro orgulho ferido subiu pelo meu peito. Eu não estava acostumado a pe

