Capítulo 17:
Alex Ávila
Dois meses longe... O que o Pedro disse ainda não me sai da cabeça, eu e a Gabriela ficaremos sozinhos por oito semanas, isso é um bom tempo. Uma pena que eu ainda não sem o que fazer com nossa relação, a Gabi ainda deve estar com raiva por eu ter acabado com o tínhamos e para piorar eu ainda a privei de se divertir com seus amigos, ela deve estar p**a da vida.
Fiquei ali conversando com os pombinhos por mais um tempo, a Glória está bastante preocupada com o comportamento da Gabi, ela tem medo que a menina não se comporte na ausência deles, depois de muito insistir consegui convencê-los de ela só precisa um tempo para pensar, colocar a cabeça em ordem. Quando finalmente terminamos a conversa subo direto para o quarto da Gabi, preciso muito falar com ela.
- Você acredita nisso? - assim que paro na porta de seu quarto me viro para bater mas ouço ela conversando com alguém - provavelmente no telefone - e espero para saber se é algo interessante. - É isso que me conforta, dessa vez o Alex não me escapa... Quer apostar que eu o farei beijar meus pés?.... Então pronto, assim que eu vencer quero os R$300... Pode deixar. - ouço ela ri com a pessoa e logo em seguida o silêncio, ela deve ter desligado.
Dou meia volta e entro no meu quarto. Não acredito que caí em um maldito jogo de adolescentes, m***a! Ela nem deve sentir nada por mim, estava fingindo todo esse tempo apenas para ganhar uma maldita aposta. Isso não vai ficar assim, dois podem jogar esse jogo Gabriela. Em breve você vai conhecer o verdadeiro Alex.
Gabriela Ávila
Ainda irritada entro no quarto e tranco a porta, como meus pais tiveram coragem de planejar até uma segunda lua de mel sem me contar nada? Eu realmente acreditava naquela história de nunca esconder nada da família. Puff, se eles soubesse que eu andei transando com o Alex teriam um infarto, sorrio com esse pensamento pois sei que o papai me mataria e em seguida mataria o meu tio.
Com isso decido que vou tomar o tão adiado banho, vou até o banheiro e tomo banho quente para espantar a preguiça, a água quente teve o efeito contrário e eu acabei ficando com ainda mais vontade de ir para cama outra vez, sem pensar muito visto uma roupa confortável, fecho as cortinas deixando o quarto bem escuro, em seguida pego uma colcha e me deito na cama cobrindo todo o meu corpo.
Depois de um tempo ali deitada meu telefone toca, na tela o nome Jorge pisca sem parar, decido ignorar a chamada pois não quero ser ignorante com ele, meu humor não é lá dos melhores no momento. Alguns minutos se passam e o telefone volta a tocar, olha já pronta para recusar a chamada mas quando vejo que é o Vini decido atender.
"Alô?"
"E então?" - o ouço a voz ansiosa do meu amigo do outro lado da linha.
"O que quer saber?"
" Sobre você e o seu tio."
"Do que está falando?"
"Eu os vi aquele dia Gabriela, não tem mais porque esconder isso de mim."
"Tá! Eu transei com ele."
"p**a que pariu! Achei que tinham apenas dado alguns beijos."
"Se fosse isso eu com certeza não estaria como estou, eu acho que amo ele.
"Eu esperei tanto tempo para ouvir isso. Só não esperava que o felizardo seria o seu tio." - logo ouço sua gargalhada do outro lado da linha.
"Tá debochando de mim?"
"Não, mas eu acho impossível vocês ficarem juntos Gabi."
"Você acredita nisso?"
"É meio óbvio, mas pelo menos ele sempre estará por perto já que é seu tio."
"É isso que me conforta, dessa vez o Alex não me escapa."
"Duvido!"
"Quer apostar que eu o farei beijar meus pés?"
"Quer saber, eu quero sim... te dou R$300 se conseguir fisgar o cara."
"Então pronto, assim que eu vencer que meus R$300."
"Eu quero provas de que é verdade."
"Pode deixar." - falo por fim e ele cai na gargalhada provavelmente desacreditado, eu acabo acompanhado o mesmo e logo encerro a ligação.
Se ele acha que eu não sou capaz de conquistar o Alex ele está muito enganado, ainda vou juntar o útil ao o agradável, o farei ficar comigo e ainda vou comprar uma bolsa nova.
[...]