Capítulo 4

1042 Words
Não revisado; Capítulo 4: Alex Ávila Acordei no dia seguinte morrendo de dor de cabeça, senti um peso sobre o meu peito e algo me abraçando, olhei pra baixo rapidamente achando que tinha levado alguma mulher pra casa do meu irmão, mas pra minha surpresa o que vi foi a Gabriela, ela dormia sobre o peito enquanto abraçava minha cintura. Fiquei olhando ela dormir até que decido levantar, quando tiro a coberta percebo que estou apenas de cueca e por um momento a ideia de ter feito besteira passa pela minha cabeça. Puta m***a, será que eu?... Não, a Gabi não deixaria, ou deixaria? m***a! Acordo a Gabi, ela esfrega os olhos se acostumando com a luz e em seguida me olha. - Bom dia velhote! - Ela diz sorrindo. - Bom dia, o que aconteceu aqui? - Pergunto preocupado. - Como assim? Não se lembra? - Ela pergunta fazendo cara de confusa. - c*****o Gabriela, por favor me diz que eu não fiz besteira. - Digo de pé perto da cama. - Depende de que tipo de besteira você tá falando. - Ela diz sorrindo. - Gabriela a gente transou? - O que? NÃO! - Ela responde com olhos arregalados. - p**a m***a! - Respiro fundo puxando todo o ar que consigo. - Não acredito que você pensou nossos - Ela cai na gargalhada. - Isso aqui é sério. - Quando eu disse besteira, eu estava me referindo ao fato de você chegar bêbado em casa. - Bêbado? Se eu cheguei bêbedo o que você ta fazendo aqui? - Você me pediu pra dormir aqui. - Olha, quando eu bebo eu fico fora de mim, nada do que eu digo ou faço deve ser levado em consideração. - Você não disse nem fez nada comprometedor, não se preocupe. - Tem certeza? - Na verdade... - Na verdade o que? - Quando eu estava te ajudando a tomar banho você fez algo. - Banho? Você me viu pelado? - Era disso que eu queria falar. - Viu ou não? - Vi, você tirou sua cueca e saiu andando pelo banheiro, o que eu podia fazer? - Fechar os olhos talvez? - Ela ia responder mas é interrompida por uma buzina. - c*****o a escola! - Levanta da cama e sai do meu quarto correndo. Vou atrás dela e quando chego na sala o amigo dela Vinicius me olha dos pés a cabeça, nesse momento me lembro que estou só de cueca e dou um passo pra trás. - Bom dia, ainda com a roupa de ontem? - Diz o garoto com um sorriso sugestivo. - m***a, tenho que me trocar, me espera aqui por favor. - Não precisa ir hoje Gabi. - Digo e os dois me olham surpresos. - O Pedro tem dinheiro o suficiente pra pagar a mensalidade sem reclamar, não se preocupem com isso. - Mas... - Gabriela tenta protestar mas eu a interrompo. - Eu assumo a responsabilidade. - Se é assim eu vou indo nessa. - O Vinicius diz dando passos pra trás. - Ok, obrigada por ter vindo. - Sempre que precisar. - Ele diz e dá um beijo na bochecha dela, em seguida acena pra mim com a mão e vai embora. A Gabriela fecha a porta e se vira pra mim em seguida. - Tomara que você consiga convencer o papai. - Deixa comigo. - Digo e ela passa por mim subindo a escada. Gabriela: Subi para o meu quarto e tomei um banho, vesti um vestido soltinho e desci pro café, graças a deus meu tio fez o café da manhã. Me sentei no balcão da cozinha e fiquei observando o Alex, ele parece ter tomado banho e agora está apenas com uma bermuda e sem camisa, fico olhando ele fazer as torradas. - Pelo cheiro acho que tá bom. - Digo olhando a frigideira. - Quase queimou. - Diz colocando as torradas no prato. - Você sabe que temos uma torradeira né? - Aponto pra torradeira que está ao meu lado em cima do balcão. - Isso é sério? Porque ninguém me avisa as coisas? - Achamos que você fosse mais inteligente. - Ha, ha, como você é engraçada. - É apenas uma das minhas qualidades. - Digo e nós dois caímos na gargalhada. Tomamos nosso café e fomos pro sofá assistir, não tinha nada passando então ele desligou a televisão e começou a usar o celular, eu fiz o mesmo, apesar de que de vez em quando eu desviava os olhos e ficava olhando pra ele, ou melhor admirando ele. - Tem planos pra hoje a noite? - Ainda não, porque? - Vou a boate hoje, você poderia ir comigo. - Duas vezes na semana? - Pergunto surpresa. - O que é que tem? - O papai odeia isso. - Pois eu gosto disso, gosto tanto que a boate que nós vamos é minha. - Ele diz com seu habitual sorriso sacana. - Sua? Que boate é essa? - A que abriu recentemente, ainda não ouviu falar da "Nova"? - Já ouvi sim, mas nunca imaginei que poderia ser sua. - Pois é lindinha, mas como seus pais devem estar chegando e o Pedro jamais deixaria você ir, vou ter que inventar uma boa mentira. - Ele diz passando a mão nos cabelos. - Impossível, ninguém engana o papai. - Espere e verá. Subi pro meu quarto e deixei uma roupa separada pra quando fossemos a boate, eu e meu tio almoçamos e nada deles chegarem. - Vou ligar pro Pedro. - Ele pega o celular e liga pro meu pai. - Iai? - Caixa... Vou enviar uma mensagem. - Alguns minutos depois ele disse. - Seu pai me respondeu, parece que ele e a Glória só voltam no domingo, ele pediu pra não deixar você queimar aula. - Então vai rolar boate!! - Me levanto do sofá e faço uma dancinha ridícula. - Isso mesmo, se prepare. - Ele diz novamente com aquele sorriso. - Posso convidar o Vinícius e o Jorge? - Jorge? Outra vez esse cara? - Diz franzindo o cenho. - Ele é um bom amigo. - Ok, chame eles então. - Obrigada. - Dou um beijo na bochecha dele e subo pro quarto em seguida. [...]
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