Não revisado;
Capítulo 4:
Alex Ávila
Acordei no dia seguinte morrendo de dor de cabeça, senti um peso sobre o meu peito e algo me abraçando, olhei pra baixo rapidamente achando que tinha levado alguma mulher pra casa do meu irmão, mas pra minha surpresa o que vi foi a Gabriela, ela dormia sobre o peito enquanto abraçava minha cintura.
Fiquei olhando ela dormir até que decido levantar, quando tiro a coberta percebo que estou apenas de cueca e por um momento a ideia de ter feito besteira passa pela minha cabeça.
Puta m***a, será que eu?... Não, a Gabi não deixaria, ou deixaria? m***a! Acordo a Gabi, ela esfrega os olhos se acostumando com a luz e em seguida me olha.
- Bom dia velhote! - Ela diz sorrindo.
- Bom dia, o que aconteceu aqui? - Pergunto preocupado.
- Como assim? Não se lembra? - Ela pergunta fazendo cara de confusa.
- c*****o Gabriela, por favor me diz que eu não fiz besteira. - Digo de pé perto da cama.
- Depende de que tipo de besteira você tá falando. - Ela diz sorrindo.
- Gabriela a gente transou?
- O que? NÃO! - Ela responde com olhos arregalados.
- p**a m***a! - Respiro fundo puxando todo o ar que consigo.
- Não acredito que você pensou nossos - Ela cai na gargalhada.
- Isso aqui é sério.
- Quando eu disse besteira, eu estava me referindo ao fato de você chegar bêbado em casa.
- Bêbado? Se eu cheguei bêbedo o que você ta fazendo aqui?
- Você me pediu pra dormir aqui.
- Olha, quando eu bebo eu fico fora de mim, nada do que eu digo ou faço deve ser levado em consideração.
- Você não disse nem fez nada comprometedor, não se preocupe.
- Tem certeza?
- Na verdade...
- Na verdade o que?
- Quando eu estava te ajudando a tomar banho você fez algo.
- Banho? Você me viu pelado?
- Era disso que eu queria falar.
- Viu ou não?
- Vi, você tirou sua cueca e saiu andando pelo banheiro, o que eu podia fazer?
- Fechar os olhos talvez? - Ela ia responder mas é interrompida por uma buzina.
- c*****o a escola! - Levanta da cama e sai do meu quarto correndo.
Vou atrás dela e quando chego na sala o amigo dela Vinicius me olha dos pés a cabeça, nesse momento me lembro que estou só de cueca e dou um passo pra trás.
- Bom dia, ainda com a roupa de ontem? - Diz o garoto com um sorriso sugestivo.
- m***a, tenho que me trocar, me espera aqui por favor.
- Não precisa ir hoje Gabi. - Digo e os dois me olham surpresos. - O Pedro tem dinheiro o suficiente pra pagar a mensalidade sem reclamar, não se preocupem com isso.
- Mas... - Gabriela tenta protestar mas eu a interrompo.
- Eu assumo a responsabilidade.
- Se é assim eu vou indo nessa. - O Vinicius diz dando passos pra trás.
- Ok, obrigada por ter vindo.
- Sempre que precisar. - Ele diz e dá um beijo na bochecha dela, em seguida acena pra mim com a mão e vai embora.
A Gabriela fecha a porta e se vira pra mim em seguida.
- Tomara que você consiga convencer o papai.
- Deixa comigo. - Digo e ela passa por mim subindo a escada.
Gabriela:
Subi para o meu quarto e tomei um banho, vesti um vestido soltinho e desci pro café, graças a deus meu tio fez o café da manhã. Me sentei no balcão da cozinha e fiquei observando o Alex, ele parece ter tomado banho e agora está apenas com uma bermuda e sem camisa, fico olhando ele fazer as torradas.
- Pelo cheiro acho que tá bom. - Digo olhando a frigideira.
- Quase queimou. - Diz colocando as torradas no prato.
- Você sabe que temos uma torradeira né? - Aponto pra torradeira que está ao meu lado em cima do balcão.
- Isso é sério? Porque ninguém me avisa as coisas?
- Achamos que você fosse mais inteligente.
- Ha, ha, como você é engraçada.
- É apenas uma das minhas qualidades. - Digo e nós dois caímos na gargalhada.
Tomamos nosso café e fomos pro sofá assistir, não tinha nada passando então ele desligou a televisão e começou a usar o celular, eu fiz o mesmo, apesar de que de vez em quando eu desviava os olhos e ficava olhando pra ele, ou melhor admirando ele.
- Tem planos pra hoje a noite?
- Ainda não, porque?
- Vou a boate hoje, você poderia ir comigo.
- Duas vezes na semana? - Pergunto surpresa.
- O que é que tem?
- O papai odeia isso.
- Pois eu gosto disso, gosto tanto que a boate que nós vamos é minha. - Ele diz com seu habitual sorriso sacana.
- Sua? Que boate é essa?
- A que abriu recentemente, ainda não ouviu falar da "Nova"?
- Já ouvi sim, mas nunca imaginei que poderia ser sua.
- Pois é lindinha, mas como seus pais devem estar chegando e o Pedro jamais deixaria você ir, vou ter que inventar uma boa mentira. - Ele diz passando a mão nos cabelos.
- Impossível, ninguém engana o papai.
- Espere e verá.
Subi pro meu quarto e deixei uma roupa separada pra quando fossemos a boate, eu e meu tio almoçamos e nada deles chegarem.
- Vou ligar pro Pedro. - Ele pega o celular e liga pro meu pai.
- Iai?
- Caixa... Vou enviar uma mensagem. - Alguns minutos depois ele disse.
- Seu pai me respondeu, parece que ele e a Glória só voltam no domingo, ele pediu pra não deixar você queimar aula.
- Então vai rolar boate!! - Me levanto do sofá e faço uma dancinha ridícula.
- Isso mesmo, se prepare. - Ele diz novamente com aquele sorriso.
- Posso convidar o Vinícius e o Jorge?
- Jorge? Outra vez esse cara? - Diz franzindo o cenho.
- Ele é um bom amigo.
- Ok, chame eles então.
- Obrigada. - Dou um beijo na bochecha dele e subo pro quarto em seguida.
[...]