Após o episódio na varanda, Serena estava sentada no sofá da sala, ao lado de Alzira e Eleonora. O aroma suave de chá de ervas tomava o ambiente, enquanto a luz das lamparinas criava um clima aconchegante, quase abafando o peso que pairava no ar. Eleonora, com o semblante sério e a voz controlada, explicou tudo o que Silvino havia feito. Serena, segurando a xícara com as mãos trêmulas, arregalou os olhos, a respiração presa no peito. — Eu não fazia ideia... — murmurou ela, a voz falhando, olhando fixamente para Eleonora. — Sabia que Silvino sempre passava dos limites, mas... nunca pensei que ele teria coragem para uma coisa tão horrível. Eleonora se aproximou, segurando a mão de Serena com delicadeza, a expressão carregada de preocupação. — Mas agora você está bem, Serena. É isso que i

