Capítulo 2 - Pressões! Alessandro!

763 Words
Alessandro despertou no quarto de hotel, sentindo o peso das bebidas e da noite passada. Ele passou a mão pelo rosto, abrindo os olhos devagar. Ao seu lado, uma mulher ruiva dormia profundamente, com os cabelos esparramados no travesseiro. Ele a observou por um segundo, sem expressão, antes de se levantar e ir em direção ao banheiro. Tomou um banho rápido, deixando a água fria escorrer pelo rosto, tentando aliviar a dor de cabeça. Quando saiu do banheiro, pegou suas roupas e se vestiu em silêncio. Sem um único aceno ou palavra, saiu do quarto. Na garagem do hotel, entrou em seu carro, pegou um comprimido para ressaca e engoliu de uma vez. Ele murmurou baixo, descontente com a dor de cabeça persistente, e seguiu dirigindo rumo à empresa. No caminho, o celular tocou. Alessandro olhou para a tela e bufou ao ver o nome de seu pai, Inácio. Ele fechou os olhos brevemente, tentando afastar o incômodo, e atendeu com um tom que misturava cansaço e impaciência. — Bom dia, pai. A que devo a honra? — disse ele, mantendo a voz fria. — Bom dia, Alessandro! — Inácio respondeu, com uma nota de exigência na voz. — Ainda não está na empresa? Ontem à noite tentei falar com você. Espero que esteja tudo certo para sua vinda para a fazenda. Precisamos conversar. — Sim, pai, está tudo certo — respondeu Alessandro, revirando os olhos. — Mas, sinceramente, não vejo necessidade de eu ir. Podemos resolver qualquer coisa pelo telefone. Vocês estiveram na capital há pouco tempo. Inácio deu um suspiro audível. — Sua mãe detesta a agitação da cidade. Ela só foi para ver você, já que você nunca vem nos visitar. Além disso, o que precisamos conversar é algo que não se resolve pelo telefone. Você precisa começar a agir como um homem responsável e não viver só de festas e distrações. Alessandro apertou o volante, respirando fundo para manter a calma. — Pai, não começa, por favor. Eu aproveito a vida, sim, mas não deixo os negócios de lado. Você está exagerando. — Exagerando? Alessandro, você só pensa em você! É egoísta. Meu filho, quero que seja um homem de verdade, não apenas um empresário. Alessandro suspirou, já sem paciência. — Eu sou um homem, pai, do meu jeito. Mas preciso desligar agora. Até mais tarde. Inácio finalizou com um tom firme: — Espero por você. Ao chegar à empresa, Alessandro ainda sentia a dor de cabeça pulsando. Caminhou até sua sala e se jogou na cadeira, fechando os olhos e passando a mão pelo cabelo, tentando relaxar. — Orando ou dormindo? — provocou Lucas, seu amigo, entrando sem bater e com um sorriso de lado. Alessandro abriu os olhos e resmungou. — Não enche! Lucas soltou uma gargalhada. — Cara, depois da ruiva incrível que você pegou ontem, era pra estar de bom humor! Alessandro deu um sorriso irônico. — Pois é… se não fosse meu pai, estragando minha felicidade como sempre. Vou ter que ir para a fazenda. E sabe-se lá até quando vou ficar por lá. Lucas deu um tapinha de apoio no ombro dele. — Poxa, meu amigo, lamento. Mas seus pais fazem questão. Aproveite e faça algo de útil por lá. A vida nem sempre é como a gente quer. Alessandro murmurou, entre dentes: — Infelizmente. Lucas mudou o tom, com uma expressão maliciosa. — E a Brenda? Ela desistiu de te cercar? Cara, às vezes eu até sinto pena dela. Está gamada em você, como outras tantas. Mas parece que ela realmente se apega… e você simplesmente descarta. Alessandro soltou uma risada sem humor. — O que você quer que eu faça? Que eu me case com ela? Brenda é atraente, mas não estou procurando compromisso. Lucas riu, balançando a cabeça. — Eu ainda vou viver pra ver você arriado por uma mulher. — Isso não vai acontecer. Mais tarde, Alessandro vestiu uma calça jeans escura, uma camisa preta sob uma jaqueta de couro igualmente preta. Enquanto descia de seu apartamento, algumas mulheres no saguão o observaram com admiração. Seu jeito sério, o porte alto e a expressão de desprezo o tornavam tão atraente quanto inalcançável. Ele percebeu os olhares, mas ignorou, com um leve levantar de sobrancelha, mostrando que estava acima de qualquer atenção. Logo estava na estrada, dirigindo em direção à fazenda da família. A viagem seria longa, e ele sabia que as próximas horas poderiam ser um bom momento para organizar seus pensamentos — e talvez imaginar uma maneira de convencer o pai a não prolongar sua estadia no campo.
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