Ethan e Ravi chegaram na casa ao lado sorrindo por estarem felizes, não tinha um motivo específico para tal felicidade, era apenas a felicidade de tudo estar no lugar e eles terem i********e suficiente para conversarem sobre as inseguranças de Ravi.
Já tinha dois carros parados na porta da casa de Harry, Ethan imaginou que fosse de Dante e de Lee, Harry abraçou o padrinho e assim os três entraram.
— E aí, Noah? — Ethan questionou rindo. — Cadê seu genro?
Noah fechou a cara para o loiro que ria alto da cara do alfa ruivo. Ravi sorriu para o tio e depois para Dante que parecia um tanto encantado com sua presença. Celine surgiu na cozinha e como sempre a alfa mostrava seu gênero apenas em sua forma de andar e caminhar. A loira era bem alta, feição fechada, corpo robusto e um tanto definido. Usando uma calça militar, com um coturno preto e uma blusa branca.
— E aí, tio? — Celine questionou indo até o Horan e abraçando o homem que era maior do que si.
— Meu deus menina! Toda vez que vejo você está maior! — Ethan falou rindo.
— E seu baixinho? — Celine questionou olhando Ravi que já se encontrava na sala conversando com Lee, Harry e Dante.
— Prestes a me dar um genro! — Ethan falou suspirando.
— E está tranquilo assim? — Noah questionou.
— Sinceramente... Olho para o Ravi e tudo que quero é ver ele sendo um adolescente normal! — Ethan falou suspirando.
— É verdade o negócio da Kayte? — A alfa questionou pegando uma cerveja.
— É sim... Ela conseguiu ferrar com tudo! Nem consigo imaginar como deve ficar a cabeça do meu filho no meio disso tudo!
— E está feliz por talvez ter um genro? —Noah questionou.
— Sim... Só quero ver ele ter toda a experiência de adolescente... Quero ver ele feliz.
— Olha só... — Peter falou entrando na cozinha. — Pelo menos um dos alfas está feliz com a chance de ganhar um genro!
— Estou feliz, mas isso não quer dizer que não vou assustar ele! — Ethan falou sorrindo.
Todos foram agora a sala e os dois adolescentes alfas pareceram travar alguns segundos.
Noah sentou em sua poltrona e Ethan sentou na outra, os adolescentes estavam no sofá, Lee ao lado de Harry e Dante ao lado de Ravi.
— E aí, Lee... Quer uma cerveja? — Noah questionou e Harry revirou os olhos.
— Ah não... Eu estou dirigindo... — Lee falou.
— Se não estivesse, você aceitaria? — Ethan perguntou e Lee arregalou os olhos.
— N-não é isso... — Lee falou sentindo sua alma sair do corpo.
— E você Dante... Como tem passado? — Ethan questionou ao alfa Malik que respirou fundo.
— Estou bem... — Ele falou sem jeito.
— Meu filho me contou que vai te ajudar na escola. Achei que você tivesse responsabilidade o suficiente para dar conta de suas notas! — Ethan falou e era mais por implicância.
— Ah... É que... Eu não... Eu... Algumas matérias eu tenho dificuldade... — Dante falou olhando Lee que parecia tão aterrorizado quanto ele.
— Hm... Vocês pretendem prestar serviço militar? — Celine perguntou. — Já estão quase na idade.
— Ah... Eu não sei se vou seguir na carreira militar... — Lee falou e Dante concordou.
— Serviço militar é para alfas de verdade! — Ethan falou tentando não rir da cara de assustados que os alfas tinham. — Aguentar as noites de vigília, os treinos, aguentar o internato...
— Me lembro do meu internato! — Noah falou e Ethan riu. — Ethan e eu tomamos tanta advertência que passamos boa parte do internato na água.
— Vocês serviram? — Dante questionou.
— Ah sim... Servimos por anos, eu já me aposentei após a guerra do Iraque... — Noah falou bebendo mais de sua cerveja. Peter sentou em seu colo e logo a mão do alfa foi para a cintura do ômega. — Ethan também se aposentou depois disso.
— Ah sim... Aquela guerra foi c***l! — Ethan falou suspirando. — Mas, conseguimos voltar inteiros e sem muitas sequelas.
— Eu nem imaginava... — Oliver falou e Noah sorriu.
— Hoje vocês trabalham com o que? — Dante questionou.
— Abrimos uma empresa de segurança e armamento. — Ethan falou.
— Não... Eles não vendem armas para qualquer pessoa! — Harry falou e Noah encarou o ômega. — Eles são anti armamentistas!
— Também somos... Negociamos apenas com o exército ou qualquer serviço do tipo. — Noah falou tranquilizando os adolescentes. — Não achamos correto que todos tenham o acesso tão facilitado as armas.
— Me surpreende esse posicionamento... — Ethan falou parecendo feliz. — Adolescentes geralmente tendem a concordar com a população armada.
— Acho que pessoas específicas podem e devem ter acesso as armas, mas não concordo com a facilidade em se armar. — Lee falou.
— Fora que os massacres em escolas e locais públicos está relacionado a facilidade em acesso as armas. — Dante acrescentou.
— Olha só... — Peter falou rindo. — Conseguiram ganhar pontos!
— Aonde está Kaio? — Harry questionou.
— Ele está na casa do alfa dele. — Noah comentou.
— Alfa? — Lee perguntou surpreso.
— Sim, ele namora com um alfa que é estudante de veterinária... Já tem um certo tempo, daqui a pouco eles devem chegar. — Peter falou. — O jantar já está quase pronto.
— Você cozinhou? — Ethan perguntou surpreso.
— Claro que cozinhei! Hoje é uma data especial! — Peter falou sorrindo.
— Só por isso, né? — Harry perguntou rindo.
— Até parece que você morre de fome. — Peter falou olhando o filho.
(><)
Ethan se ofereceu para lavar a louça do jantar. Dante ajudou o alfa a tirar a mesa.— Me ajuda a lavar? — Ethan perguntou e Dante concordou.
O alfa mais velho começou a lavar os pratos e Dante secava as louças limpas.
— Meu filho me disse o que aconteceu na escola hoje... — Ethan falou vendo Dante ficar assustado.
— Eu juro que não sabia o que estava acontecendo! — Dante logo se justificou. — Eu estava longe e sei que deveria ter cuidado dele e-
— Não tinha como você saber! — Ethan falou tranquilizando o alfa. — Eu não quero que você desenvolva super poderes para prever o futuro. — Ethan falou simples. — Mas, tem uma coisa em especial que me chamou a atenção.
— O que?
— Ele me disse que te questionou sobre o sexo e você falou para ele me perguntar. — O alfa falou.
— Eu não sabia o que falar... Não queria desrespeitar ele ou dizer algo errado. — Dante falou sentindo um nervosismo que não ia embora.
— Obrigado... Se fosse outro alfa, teria usado sua inocência para ter vantagens em cima dele. — Ethan falou sincero. — Eu fiquei feliz por saber que você não fez isso.
— Posso perguntar uma coisa? — Dante questionou secando um prato.
— Claro.
— O que o Ravi tem? Digo... Não que isso faça diferença para mim e com certeza eu vou gostar dele da mesma maneira e não acho que isso seja uma coisa r**m ou que faça dele alguém diferente aos meus olhos, mas as coisas podem ser diferentes se eu souber exatamente como agir com ele e evitar-
— Dante! — Ethan chamou parando o garoto. — Respira! — O Horan falou vendo o adolescente respirar fundo.
— Eu só estou preocupado...
— Ravi tem a síndrome do eterno filhote... — Ethan falou suspirando triste. — Mentalmente ele não cresceu do jeito que deveria...
— Tem algum motivo para isso? — Dante perguntou.
— Minha ex esposa... — Ethan falou sentindo uma certa tristeza. — Ela me convenceu a colocar ele em um orfanato de uma conhecida dela, eu achei que era na intenção de oferecer uma boa educação para nosso filho, mas era somente para atrasar seu desenvolvimento e manter ele preso na infância. — Ethan falou. — Ele está se tratando e vem apresentando uma melhora muito significativa, mas ainda assim é um filhote!
— Eu sinto muito... Ravi falou que a mãe não está mais em casa.
— Eu não poderia aceitar ela... — Ethan falou suspirando triste. — Mas, eu com certeza estou fazendo de tudo para o meu filho ser um adolescente normal. — Ethan falou entregando o último copo para o adolescente secar. — Mesmo que isso envolva namorados!
Dante sorriu sem graça e Ethan sorriu para ele.
— Eu nunca mais toquei no Ravi de forma desrespeitosa... Depois do que aconteceu, eu aprendi a lição. — Dante falou.
— Fico feliz, Dante... — Ethan falou sincero. — Não vou dizer que serei o melhor sogro do mundo, afinal meus ciúmes não têm nada a ver com a situação! — O loiro falou fazendo o Malik rir. — Mas, eu estou feliz que você está mudando. Eu quero que o Ravi viva! E ter alguém do lado dele, faz parte do processo...
— Eu vou cuidar dele.
— Eu sei! Confio em você!
Dante sorriu para o alfa e sentiu que aquilo era um verdadeiro voto de confiança.