O sol da manhã entrava pelas frestas das persianas de alumínio, riscando o chão de cimento queimado com linhas de luz pálida. Catarina despertou lentamente, a mente ainda enevoada pelo trauma da noite anterior. Por um segundo, o pânico apertou seu peito ao sentir o toque de lençóis estranhos, mas o cheiro amadeirado e o silêncio absoluto do quarto a lembraram de onde estava: no topo do Turano, o único lugar onde o Abutre não podia alcançá-la. Ela tentou se sentar, soltando um gemido baixo quando a pele esticada pelos pontos no pé protestou. Sete não estava na cama. O lado dele já estava frio; ele era um homem que não conhecia o repouso prolongado, sempre acordando antes do sol para garantir que a engrenagem do morro girasse sob seu comando. A porta do quarto se abriu com um clique suav

