O crepúsculo tingia o céu do Turano de um laranja profundo quando o ronco da moto de Sete parou novamente em frente ao postinho. Catarina desceu com pressa, carregando duas sacolas de papel de uma loja do morro que Sete a levara para escolher. Dentro, havia pijamas de algodão e leves para não irritar as feridas, além de cremes, escova de dente e produtos de higiene que cheiravam a flores, algo que parecia vir de outro planeta naquele ambiente de hospital. Ela entrou no Quarto 04 quase sem fôlego. Sete ficou na porta, encostado no batente, observando a cena com seu habitual olhar de vigia. Tico não tinha se movido da poltrona; a mão dele ainda estava próxima à de Ayla, uma sentinela que se recusava a abandonar o posto. — Ayla! — Catarina sussurrou, aproximando-se da maca e depositando a

