A noite no Turano tinha um silêncio pesado, interrompido apenas pelo zumbido distante de algum gerador ou o estalo metálico de um fuzil sendo manuseado na guarita do hospital. Dentro do quarto da UTI, o isolamento era absoluto. Tico sentia o peso do mundo nos ombros. Ele tinha usado o pequeno banheiro do setor para tomar um banho rápido, tentando lavar a craca da guerra e o cansaço que parecia ter penetrado nos seus ossos. Ao se vestir, o aperto no peito voltou. Ele vestiu a camiseta de algodão macio e a calça que tinha separado com tanto cuidado na mochila. Aquela era a "roupa da vitória", a troca que ele imaginou usar quando estivesse ajudando Ayla a se lavar, quando ela estivesse sorrindo e sentindo a água morna. Ver-se limpo e cheiroso enquanto ela continuava ali, pálida e ligada a tu

