O banheiro do postinho era pequeno, com azulejos brancos encardidos e o vapor da água morna começando a embaçar o espelho trincado. Tico entrou carregando Ayla como se ela fosse a coisa mais valiosa e frágil do mundo. Ele sentia a respiração dela, curta e trêmula, contra o seu pescoço. Quando a enfermeira indicou o box, Ayla olhou para a regata limpa de Tico e depois para o chuveiro, um rastro de preocupação cruzando seus olhos de mel. Ela não queria molhá-lo, não queria ser um estorvo. — Relaxa, pequena — Tico murmurou, a voz saindo profunda e calma, vibrando contra o peito dele. — É só água. Minha roupa seca, o que importa é tu tirar essa craca de medo do corpo. Eu não vou te soltar e não vou olhar para onde tu não quiser. Sou teu escudo, lembra? A enfermeira começou o processo com mov

