CATARINA - CASA DE VERDADE

935 Words

A noite estava úmida, e o cheiro da chuva que ameaçava cair misturava-se ao odor acre que vinha da direção da Viela 12. Catarina atravessou a porta de vidro do postinho com um passo manco, mas decidido. Os pontos no seu pé ainda repuxavam, uma dor aguda que a lembrava de cada metro percorrido na lama, mas ela já conseguia apoiar o peso com mais firmeza. Assim que cruzou a saída, seus olhos buscaram a penumbra. Sete estava encostado na lateral da moto, os braços cruzados sobre o colete tático, a luz de um poste solitário esculpindo as linhas duras de seu rosto. Ao vê-lo ali, inteiro, sem um arranhão da explosão, Catarina sentiu um alívio que quase a fez fraquejar as pernas. Ela não caminhou; ela se lançou. O abraço foi um impacto de desespero e gratidão. Catarina envolveu o pescoço de Set

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