Aluga-se Uma Viagem

2044 Words
Yoongi sentiu duas mãos tocarem seus quadris e não se sentiu surpreso com isso, na verdade se sentiu confortável e acolhido ao sentir os toques de Jeongguk no inicio daquela manhã. Sentiu quando o rapaz afastou seu roupão e beijou a pele de seu pescoço. Gostou disso. Suspirou ao sentir seu corpo sendo comprimido em direção ao corpo do maior, aquilo era bom, aquilo era muito bom. — Bom dia, meu amor. — o hálito frio da recente escovação batia em sua bochecha, Yoongi fechou os olhos concentrando-se apenas no “meu amor”. . Ouviu isso vindo de um homem, e gostou. — Bom dia, meu Jeon Jeongguk. — respondeu ainda com seus olhos voltados para as panelas sobre o fogão — Você dormiu bem, querido? — Como um bebê. Yoongi sorriu, sentiu os braços do Jeon o soltarem e continuou o que estava fazendo ali no fogão, suas empregadas estavam de folga, e pela primeira vez estava feliz em estar fazendo algo para outra pessoa comer. Com Luhyun ele sempre pedia algo, já fazia muito tempo que não parava para cozinhar. — Mas você é um bebê. — o respondeu enquanto se voltava para servir a mesa — Um bebê grande e muito bonito. — Não. — o contrapôs — Você é quem é o meu bebê. — o Jeon o segurara pela cintura o colocando sentado sobre a mesa, bem ao lado das panelas — Meu bebê pequeno e fofo. Yoongi havia adorado ser chamado de bebê, mas não era de uma hora para a outra que sairia por aí declarando isso. Sorriu de lado, debochado. — Mas eu sou bem mais velho que você. — expôs seu melhor argumento. Jeongguk aproximou seus olhos, esperava pelo momento em que Yoongi recuaria, mas ele não recuou, continuou ali encarando bem perto a boca do moreno se mexer. Não queria se afastar, se sentia confortável ali. — Mas eu sou maior, bem maior. — o Jeon sussurrou rente sua boca, e Yoongi não conseguiu se deter. Mal estava acreditando que havia mesmo tomado a iniciativa de beija-lo, m*l estava acreditando que havia tido essa coragem, por mais que sua boca se mexesse e sua língua se revirasse dentro da boca do mais novo. Ele havia beijado um homem, e dessa vez o beijo partira de si. Sentiu as mãos do Jeon segurarem seu rosto e com uma delas fazer carinho em sua nuca, aquilo o derreteu. Desceu seus braços buscando abraça-lo, havia se viciado no calor do corpo do mais novo. Beijar Jeongguk era tão bom, e não se sentia culpado por fazer isso. Se sentia livre. Quando suas bocas se separaram, o Min depositou sua cabeça no peito do mesmo, ainda tendo a audácia de abrir o roupão do mesmo só para poder tocar diretamente em sua pele e aspirar seu cheiro. Um cheiro masculino, um cheiro que gostava de verdade. — Você não gosta de ficar trancado aqui dentro, gosta? Talvez esse fosse o ponto que fizesse Yoongi ser um cliente tão especial, Yoongi se importava com ele, se importava se ele estava bem, se ele estava feliz, e isso era algo que nunca havia encontrado em nenhum outro cliente. Estar com Yoongi era quase como estar em casa, quase como estar em um relacionamento real. Não existia personagem, aquele era Min Yoongi, aquele era Jeon Jeongguk.  — Nós vamos passar o fim de semana fora, me diz para onde você quer ir. Jeongguk sorriu, ninguém nunca havia perguntado o que ele queria fazer antes, sempre fora tratado como um simples objeto que poderia ser carregado para qualquer lugar. Já fazia tanto tempo que ninguém se importava com ele, nem sequer perguntavam se ele estava bem. — Jeju. — ele respondeu, o Jeon sempre quis conhecer aquele lugar. — Quer que fiquemos em um hotel perto da praia? — perguntou, queria faze-lo ficar feliz, assim como ele lhe fazia. — Sim. — Então nós vamos arrumar as malas, viajamos ainda hoje.     [...]     Jeongguk não julgava Yoongi por estar todo coberto no aeroporto, e nem por tê-lo feito fazer o mesmo, o Min era um homem de negócios, e até então havia sido casado com uma mulher durante anos, seria um passo além da perna se deixar ser visto andando com um homem à tiracolo. Se sentia bem só por estar com ele, e por estar fazendo algo de sua escolha. Já fazia muito tempo que não viajava, e suas ultimas viagens haviam sido com clientes, e a maioria se resumia em andar por aí carregando sacolas e fingindo um sorriso, com uma mulher rica e pelancudo, enquanto a mesma usava um chapéu enorme e dizia para todos que Jeongguk era seu sobrinho ou algo do tipo. Já dentro do avião, Yoongi o deixou ficar no lado da janela, seus clientes nunca o deixavam ficar na janela. Além de ter dito que ele poderia comer o que quisesse, sem se preocupar com nenhuma conta. Yoongi sem dúvidas era o seu melhor cliente. — Eu posso segurar a sua mão? — Yoongi pediu enquanto estendia a mão em direção ao braço do Jeon. — Você tem medo de andar de avião, Yoongi? — Não, eu só quero segurar a sua mão.   [...]   Yoongi não soltou sua mão nem quando chegaram ao hotel, e parecia não ter se importado nenhum pouco com os olhares do taxista. No fundo Jeongguk sabia que isso era apenas por serem pessoas estranhas, que não tinham nada a ver com sua vida, e que não poderiam o julgar, mas mesmo assim se sentia feliz por ver Yoongi dando passos a mais em sua aceitação. Era Yoongi quem precisava se aceitar, e não as pessoas. — Um quarto para dois, por favor. — o Min informou para a moça da recepção que fazia seu cadastro. — Camas separadas? — ela perguntou. Yoongi não gostava da forma com que aquela moça olhava para Jeongguk, parecia ser invasivo demais. Sabia melhor do que ela o quanto o Jeon era bonito e sedutor. Sentiu ciúmes, por mais que não tivesse entendido naquele momento, estava ardendo em ciúmes. As pessoas não respeitavam sua presença? Ele estava bem ali, segurava a mão dele, bastava olhar um pouco mais para baixo para perceber esse detalhe. Ela não podia o despir com os olhos daquela maneira. Só ele poderia o despir. — Não, nós somos um casal. Jeongguk não conseguiu conter seu sorriso. Arrastou sua mala para o elevador, enquanto Yoongi ainda segurava a outra mão. Encarou suas mãos juntos por alguns segundos, e elas se encaixavam muito bem. E mesmo parados esperando que o elevador parasse no andar em que ficariam, Jeongguk não parava de encarar seu cliente baixinho, Yoongi exalava inocência, mesmo sendo um executivo de 36 anos, ele aparentava ser um garotinho virgem e inseguro. E talvez esse fosse o verdadeiro Yoongi, o Yoongi que parou no tempo desde o dia em que descobriu gostar de garotos e não conseguiu aceitar isso. O Yoongi virgem que nunca tocou no corpo que desejou. — Yoongi. — o chamou — Eu amo você. Viu quando o Min abriu um sorriso, era um sorriso muito fofo, um sorriso real, um sorriso de quem tinha acreditado de que esse falso amor pudesse ser real. Jeongguk se perguntava se estava mesmo mentindo para Yoongi, ou se estava mentindo para si mesmo. Precisava organizar seus pensamentos, a confusão de Min Yoongi estava o deixando confuso. O elevador parou, o quarto em que ficariam era o 302. E assim como Yoongi havia pedido, era um quarto de casal, aconchegante e ao mesmo tempo elegante. Já estava começando a anoitecer, e a primeira coisa que Yoongi fez ao chegar ali foi abandonar suas malas no chão e correr para abrir a varanda, ficando por ali. Jeongguk fez o mesmo, escorou-se ali nas grades, observou o sol se pôr no mar por alguns segundos, mas a visão mais bela daquele fim de tarde não era o pôr do sol, e sim o sorriso verdadeiro que surgira nos lábios de Yoongi enquanto ele observava a beleza daquele momento. Yoongi era a mais bela cena. Tão puro e intocado que o deixava quente. Descobriu que a pureza de Yoongi o excitava. — O que você quer fazer esta noite, Jeongguk? — de repente, o Min virara-se para ele. O mais novo se sentia livre para falar o que quisesse. — Você me bateria se eu dissesse que quero t*****r com você a noite toda? Viu Yoongi ficar vermelho e desfiar os olhos para o horizonte novamente. Ele ficou em silêncio por longos segundos, que para Jeongguk pareciam uma enorme eternidade, uma vida se passou naquele pedaço de minuto que escorria pelo relógio. O Min continuava com suas bochechas vermelhas. Aquilo era loucamente excitante. — Eu nunca transei com um homem. — o mais velho confessou o óbvio, preferia morrer do que ter que encarar o Jeon ao seu lado — Sempre acreditei que isso seria um caminho sem volta, eu estaria me entregando ao que eu não queria ser. Ele entendia perfeitamente o que Yoongi queria dizer com aquilo, se entregar a um homem marcaria seu verdadeiro gosto, Yoongi acreditava que enquanto não dormisse com alguém do mesmo sexo não poderia ser considerado homossexual. Mesmo que isso não fizesse sentido. Não existem pontos de inicio nessa história, e nem um ponto final. — Nós estamos juntos há 4 dias, é estranho pra mim. — Jeongguk tocou seu rosto o levantando, queria que o Min tivesse coragem o suficiente para falar a verdade olhando em seus olhos — Com meus antigos clientes tudo sempre acabava em sexo, mas com você as coisas são diferentes. Escorreu sua mão pelo rosto do menor, o Min fechou seus olhos sentindo o carinho do maior. Tocar em Yoongi era diferente do tocar em qualquer outra pessoa, ele sentia tudo de uma maneira diferente, com ele era sempre mais intenso, mais profundo. — Você quer fazer amor comigo, Jeongguk? — abriu seus olhos, olhava fixamente nos olhos do rapaz quando perguntou isso, por mais envergonhado que estivesse. — Eu não vou mentir. — ele respondeu — A sua inocência me excita. — os dedos do rapaz tocaram os lábios do mais velho, que novamente fechou seus olhos — Eu quero te mostrar que não precisa ter medo, que eu posso te dar prazer da maneira que quiser, Yoongi, não tenha medo de mim. Intenso. — Eu não tenho medo de você. O mais alto colou seu corpo ao dele, Yoongi respirava pesado, era uma respiração nervoso, seu corpo se escorava na grade, e no fundo torcia para que ela fosse resistente. Jeongguk abriu um dos botões de suas camisa social branca, e teria aberto os demais se o Min não tivesse segurado sua mão. — Não. — seu tom de voz era sofrido — Se for pra fazer isso nós vamos fazer em casa, na minha cama. Jeongguk talvez não entendesse naquele momento, mas aquilo tinha um imenso significado para Yoongi, fazer amor com um homem na mesma cama em que se sacrificou várias vezes para dar prazer à sua esposa era como quebrar uma grande algema que machucava seus pulsos. Era enterrar de vez as falsas vontades e os falsos gemidos de prazer. — Tudo será no seu tempo, meu amor. — Jeongguk, eu te prometo que assim que chegarmos em casa, nessa mesma noite nós vamos fazer amor, vamos fazer amor por todas as vezes em que eu me obriguei a dormir com uma mulher só para fingir que era isso que eu gostava. Yoongi parecia tão determinado, e não sabia o quanto deixava o Jeon orgulhoso. — Não é para mim que você tem que prometer isso. — Eu prometo para mim mesmo. E ali naquele fim de tarde, Yoongi se deixou ficar sentado no colo de um homem, ter seu cabelo afagado por mim, receber os mimos de um homem, não se importou em colar seu corpo ao dele mesmo ele estando sem camisa. Por aquela noite Yoongi só queria ficar ali, só queria sentir o carinho de alguém, alguém que desejava de verdade. Sentir aquele amor, por mais falso que ele pudesse ser. Havia pago muito caro por aquele coração, e aproveitaria cada batida dele.  
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD