📖 Capítulo 123 — Elis narrando A fotografia Existem objetos que parecem comuns. Uma caixa antiga. Algumas cartas. Fotografias amareladas pelo tempo. Mas basta abrir um deles para perceber que o passado nunca fica realmente enterrado. Desde que saí da casa de Dona Conceição, a vizinha de Roberto, aquela pequena caixa de madeira permanecia sobre o banco do passageiro. Durante todo o caminho até a Maré, pensei em abri-la. Também pensei em esperar Ricardo. Mas alguma coisa dentro de mim dizia que Roberto queria que eu visse aquilo antes. Assim que cheguei à cobertura, encontrei a casa silenciosa. Ricardo ainda não havia voltado. Coloquei a caixa cuidadosamente sobre a mesa da sala. Fiquei alguns segundos apenas olhando para ela. Respirei fundo. Então levantei a tampa. O cheiro

