đź“– CapĂtulo 41 — Ricardo narrando Ela percebeu minha solidĂŁo Sempre gostei da noite. Era o Ăşnico momento em que a MarĂ© diminuĂa o ritmo. Durante o dia, todo mundo precisava de alguma coisa. Um documento. Uma ajuda. Uma decisĂŁo. Uma conversa. Um problema para resolver. Mas, quando a noite chegava… As ruas ficavam mais silenciosas. As crianças entravam em casa. Os comerciantes fechavam as portas. As motos diminuĂam. E, por algumas horas, eu conseguia ouvir os prĂłprios pensamentos. Ă€s vezes… Isso era uma bĂŞnção. Outras… Era um castigo. ⸻ Subi para a cobertura pouco depois das nove. Larguei as chaves sobre o aparador da entrada. O som ecoou pelo apartamento inteiro. Era sempre assim. SilĂŞncio. Absoluto. Tirei a arma da cintura. Guardei no cofre. Afrouxei os primeiro

