# Capítulo 5
Pedro Alcântara Montenegro...
A vulnerabilidade é uma flor rara que só desabrocha sob pressão extrema. E Laura Vasconcelos estava prestes a se desmanchar por inteiro na minha frente.
Desliguei a chamada, dei o último gole no uísque e joguei o copo de cristal no banco do carona. Atravessei a rua com passos calmos, a chuva fina da noite de São Paulo batendo no meu sobretudo de lã fria. O novo porteiro abriu a porta de vidro antes mesmo que eu me aproximasse, inclinando a cabeça em respeito absoluto.
Subi as escadas devagar. Gostava de dar a ela cada segundo do trajeto para processar o pânico, para sentir o inevitável se aproximando. O som dos meus sapatos de couro contra o piso de taco do corredor era o prenúncio da sua rendição.
Parei em frente à porta do apartamento 23. Não bati. Usei a chave mestra que o novo administrador havia me entregue dez minutos atrás.
O metal da tranca estalou. Empurrei a porta.
Laura estava de pé no meio da sala, a respiração entrecortada, os braços cruzados sobre o peito em uma tentativa fútil de se proteger. O olhar castanho dela queimava de ódio, medo e uma fagulha perigosa de fascínio que ela tentava desesperadamente sufocar.
— Você não pode simplesmente invadir a minha casa... — disse ela, a voz tremendo, embora tentasse projetar firmeza.
Fechei a porta atrás de mim, girando a chave na tranca. O clique do metal ecoou como uma sentença no cômodo pequeno.
— Esta propriedade é minha, Laura — caminhei na direção dela, tirando o sobretudo e jogando-o sobre o sofá modesto. — Cada tijolo, cada tranca, o ar que você respira aqui dentro... tudo me pertence. Incluindo você.
Ela deu dois passos para trás até que a borda da mesa de jantar bateu em suas coxas. Sem espaço para recuar.
Inclinei-me sobre ela, encurralando-a contra a madeira. O perfume de baunilha que vinha da sua pele se misturava ao cheiro da chuva. Segurei seu queixo com firmeza, sentindo a pulsação descontrolada na sua garganta.
— Você passa o tempo todo me analisando — murmurei, aproximando meus lábios da curva do seu pescoço. Suguei a pele macia ali, sentindo-a arfar e se agarrar aos meus ombros. — Procurando a falha no meu comportamento. Quer que eu te mostre o que há por trás da máscara, querida?
— Pedro... não... — o protesto dela foi abafado quando minha boca dominou a dela.
O beijo não foi calmo. Foi uma invasão analítica e agressiva. Minha língua pediu passagem com autoridade, tomando o gosto dela, forçando-a a abrir a boca enquanto minha mão desceu para a cintura dela, puxando seu corpo contra o meu com força. Ela tentou resistir nos primeiros três segundos, mas quando desci minha mão para a curva da sua b***a e a ergui ela na mesa, ouvi o gemido baixo e sufocado que saiu do fundo da garganta dela.
A mente dela dizia *não*. Mas a biologia pertencia a mim.
Apertei suas coxas, separando-as para me encaixar entre elas. Minha outra mão subiu pela sua camisa de fita, rasgando dois botões de seda com um único puxão seco. O sutiã bege e simples veio abaixo, expondo os s***s fartos, os b***s já eretos pelo tremor de frio e t***o.
— Olhe para mim — ordenei, mantendo o tom grave, segurando seu rosto enquanto abria o zíper da minha calça. — Olhe para o homem que você tanto estuda.
Ela abriu os olhos, enevoados pelo desejo e pelo pânico. Laura nos via no espelho da sala. O bilionário de terno impecável, ajoelhado entre as pernas de uma garota comum, prestes a devora ela por inteiro.
Desloquei a calcinha dela para o lado com brutalidade calculada. Ela estava úmida. O corpo de Laura me desejava com a mesma intensidade doente com que eu desejava possuí-la. Sem avisar, alinhei minha virilha e me afundei nela de uma só vez, preenchendo-a até o limite.
O grito dela foi abafado contra o meu ombro. Ela cravou as unhas nas minhas costas, o corpo todo se contorcendo ao redor do meu m****o.
— Você é minha, Laura — sussurrei no seu ouvinte, acelerando o ritmo das estocadas, sentindo o aperto absurdo da sua v****a me engolindo. — Diga. Diga que você é minha.
ela fechou os olhos, jogando a cabeça para trás enquanto eu ditava o ritmo violento e possessivo daquele ato. Ela não respondeu com palavras, mas as pernas dela se entrelaçando na minha cintura, puxando ainda mais fundo. E aquilo era a resposta que eu precisava.
Laura Vasconcelos......
Eu odiava o quanto ele era perfeito. Odiava a forma como o corpo dele parecia feito sob medida para esmagar a minha resistência.
O impacto da entrada de Pedro no meu corpo fez minha visão ficar turva por um segundo. A dor inicial da invasão rapidamente se transformou em uma onda de calor avassaladora que se espalhou pelo meu ventre, queimando cada terminação nervosa.
Ele me movia como queria. Um braço forte de Pedro segurava minhas costas, mantendo-me erguida na mesa, enquanto o outro braço pressionava minha coxa contra o seu quadril. Cada estocada dele era funda, precisa, calculada para atingir o ponto exato que me fazia perder o controle da minha própria voz.
— Hum... Pedro... — o gemido escapou dos meus lábios antes que eu pudesse conter
— Abra os olhos, Laura — ele exigiu, o tom autoritário, sem ritmo nenhum de hesitação. — Olhe para quem está dentro de você.
Eu abri. E aquele foi o meu maior erro.
Nos olhos cinzentos dele não havia ternura, não havia amor romanticamente mascarado. Havia uma obsessão fria, crua e perigosa. Ele olhava para o meu corpo se contorcendo sob o dele com o orgulho de um caçador contemplando a presa capturada. E o pior de tudo: a visão daquele homem lindo, poderoso e completamente insano me dominando daquele jeito me levou ao limite da sanidade.
Minhas mãos, que deveriam empurrar, agarraram-se ao seu pescoço. Puxei-o para mim, cravando os dentes no ombro do seu paletó enquanto o atrito constante e forte do seu corpo contra o meu acelerava meu pulso.
O clímax me atingiu como um impacto direto.
Meu corpo inteiro se contraiu em espasmos violentos ao redor dele. Soltei um grito agudo, a cabeça caindo para trás, o mundo ao meu redor se desfazendo em luzes e flashes de puro prazer físico. Pedro não parou. Ele continuou a se mover com força dentro de mim por mais cinco estocadas profundas até rosnar baixo contra o meu pescoço, derramando-se quente e abundante no fundo do meu ser.
Ele permaneceu parado dentro de mim por longos segundos, o peito largo subindo e descendo contra os meus s***s desnudos.
O silêncio voltou ao apartamento, interrompido apenas pelas nossas respirações descompensadas.
Lentamente, Pedro se retirou de mim. O vazio que ele deixou foi acompanhado por uma onda imediata de vergonha e choque. Olhei para a minha camisa rasgada, para as minhas pernas trêmulas expostas na mesa de jantar, e cobri o rosto com as mãos.
*O que eu fiz?*, perguntei a mim mesma, sentindo as lágrimas quentes queimarem meus olhos. *Eu me entreguei ao monstro.*
Pedro ajeitou a própria roupa com uma calma aterradora, como se tivesse acabado de assinar um contrato comercial. Ele se aproximou, tirou minhas mãos do meu rosto e usou o polegar para limpar uma lágrima que escorria pela minha bochecha.
— Não chore, querida — sussurrou ele, a voz incrivelmente suave, em um contraste macabro com a violência de minutos atrás. — Isso foi apenas o começo. Amanhã cedo, as suas malas devem estar prontas. Você vai mudar para a minha casa.