Acordei com a cabeça zonza, escutando a voz do meu pai perguntando para alguém sobre mim, se ficaria tudo bem. — Claro, senhor Torres — dizia o homem. — A menina deve ter pavor a sangue e não comeu direito, se sentiu fraca e acabou desmaiando. — Oh minha filha, você está bem? — Papai se aproximou quando abri os olhos e tentei me levantar — Não se levante, querida — Sentou-se na beira do sofá e pegou em minha mão — Você precisa comer, não pode ficar sem nada no estômago, a Paula fez um caldo para você. — Não sinto fome, meu pai. — Minha voz sai fraca. — Mas precisa se alimentar, senhorita Fabiana — O homem que falava com o meu pai era o Inácio, médico da família — Precisa se manter em pé. — Você não sabe o quanto eu sofri vendo você caindo e não acordado por nada. — Eu já tô bem, pode

