“Poder não é o que você tem. É o que o outro teme que você revele.” (Richard Davis) Victoria Ashford não recuou. Essa constatação me incomodou mais do que eu gostaria de admitir. Depois daquele encontro, esperei os sinais usuais: afastamento gradual, silêncio estratégico, uma desculpa conveniente para desaparecer da vida do meu filho sem alarde. Era o padrão. Sempre foi. Pessoas comuns não suportam a pressão quando percebem que estão sendo observadas por forças maiores do que elas. Mas Victoria não era comum. Ou era ingênua demais, ou inteligente o suficiente para acreditar que ficar ao lado do Christopher lhe renderia benefícios que superariam qualquer ameaça. Nenhuma dessas opções me agradava. Ela continuava aparecendo em eventos, jantares, compromissos públicos. Sorrindo

