O que mais me assusta não é perder o controle da noite, mas perceber que, por trás de cada excesso, existe um vazio que ninguém vê. Fugir dos sentimentos é fácil — difícil é encarar o que sobra quando tudo termina."
Christopher Davis
A noite parecia feita para o excesso. Após deixar Victoria Ashford sozinha no escritório, ainda sentindo o calor do nosso último encontro, voltei ao camarote VIP da Empire Nights. O ambiente pulsava: luzes, música alta, risos e conversas. Celebridades desfilavam, mulheres deslumbrantes e homens elegantes circulavam entre taças de champanhe e olhares de desejo. Eu era o anfitrião, o rei da noite, mas por dentro, minha mente fervilhava com as lembranças de Victoria.
Cada gesto dela, cada palavra, cada toque recente ecoava em mim. Meu corpo reagia a cada memória, e eu sabia que só havia um jeito de extravasar: me perder no prazer, no sexo, na intensidade da noite. Mas, por mais que tentasse me distrair, meus olhos buscavam Victoria no salão.
Ela trabalhava com dedicação, circulando entre mesas, sorrindo para os clientes, cumprindo suas funções. Havia um sorriso disfarçado de alegria, mas eu via o peso da decepção. Eu sabia que a magoei, que a tratei como descartável, que ela não me perdoaria — talvez nem a si mesma pelo que permitiu entre nós.
Em certo momento, vi um homem bem vestido se aproximar dela. Ele parecia preocupado, tocou seu braço com delicadeza, e Victoria, abalada, deixou-se conduzir até uma mesa. O homem ofereceu água e enxugou suas lágrimas com um gesto terno. Eu sabia quem havia feito Victoria chorar. Uma mistura de raiva de mim mesmo e um ciúme quase doentio tomou conta de mim.
Sem pensar, desci do camarote VIP, atravessando o salão com passos firmes, ignorando cumprimentos e olhares. Meu foco era ela. Ao me aproximar, o homem ainda segurava Victoria, tentando consolá-la.
— Algum problema aqui? — perguntei, minha voz mais fria do que eu pretendia.
O homem olhou para mim, surpreso, mas manteve a postura.
— Só estou tentando ajudar. Ela não parece bem.
Victoria desviou o olhar, evitando meus olhos. O silêncio entre nós era pesado.
— Eu cuido disso — disse, sem dar espaço para discussão. — Victoria, vem comigo.
Ela hesitou, mas o olhar do homem era de quem não queria criar conflito.
— Tem certeza que está tudo bem? — ele insistiu, olhando para ela.
— Está sim — respondi, já segurando o braço de Victoria com firmeza, mas sem agressividade. — Obrigado pela preocupação.
Sem esperar resposta, conduzi Victoria para fora do salão, ignorando os olhares e os murmúrios que nos seguiam. Ela caminhava ao meu lado, tensa, o rosto ainda marcado pelas lágrimas.
— Por que está fazendo isso? — ela perguntou, a voz baixa, quase um sussurro.
— Porque não suporto te ver assim — respondi, sem conseguir esconder o tom de raiva, mais comigo do que com ela. — Preciso te tirar daqui. Preciso que você esteja comigo, longe de tudo isso.
Saímos pela porta lateral da Empire Nights, onde meu motorista já aguardava. Dei instruções rápidas e entramos no carro, o silêncio entre nós carregado de tudo o que não era dito. O trajeto até a Private Island Glamping foi feito sob o manto da noite, com as luzes da cidade refletindo no vidro, criando um cenário quase surreal.
Ao chegarmos à ilha particular, o ambiente parecia outro mundo. O acesso era restrito, cercado por segurança e discrição. A cabana de luxo onde eu costumava me refugiar misturava sofisticação e natureza selvagem. O espaço era amplo, com paredes de vidro que ofereciam uma vista deslumbrante da Lady Liberty iluminada ao longe, como um farol silencioso sobre as águas.
A decoração era minimalista e elegante: móveis de madeira clara, tapetes macios, poltronas confortáveis e uma lareira moderna aquecendo o ambiente. O teto alto, com vigas aparentes, dava sensação de liberdade e amplitude. O aroma de cedro e lavanda preenchia o ar, misturando-se ao cheiro fresco da noite que entrava pelas janelas abertas.
Do lado de fora, um deck de madeira se estendia sobre a água, com espreguiçadeiras e lanternas penduradas, criando um clima íntimo e acolhedor. O som suave das ondas batendo nas pedras era terapêutico, e o vento trazia consigo a promessa de recomeço.
Victoria entrou na cabana em silêncio, os olhos percorrendo o ambiente com curiosidade e cautela. Eu fechei a porta atrás de nós, sentindo o peso do momento.
— Nunca imaginei que existisse um lugar assim — ela disse, finalmente quebrando o silêncio.
— É onde venho quando preciso fugir do mundo — respondi, tentando parecer casual, mas minha voz traía a tensão que me dominava.
Ela caminhou até a parede de vidro, observando a vista da Lady Liberty. O reflexo das luzes na água criava um espetáculo silencioso, quase mágico.
— Por que me trouxe aqui, Chris? — perguntou, sem se virar.
— Porque preciso de você. Porque não consigo te tirar da cabeça. Porque, por mais que eu tente, não suporto te ver sofrer por minha causa.
Ela se virou, os olhos ainda vermelhos, mas agora mais firmes.
— Você não pode me usar como válvula de escape toda vez que se sente perdido. Eu não sou só mais uma mulher na sua vida.
— Eu sei disso — respondi, aproximando-me. — Você é diferente. Você me faz sentir coisas que eu não queria sentir. E isso me assusta.
O silêncio se instalou novamente, mas era diferente. Não era mais o silêncio da dor, mas o da possibilidade.
Victoria sentou-se em uma das poltronas, abraçando os joelhos. Eu me sentei ao lado, sem tocar nela, respeitando o espaço que ela precisava.
— Sabe, Chris, eu sempre achei que você era inalcançável. Que nada te afetava de verdade. Mas hoje, vendo você assim, percebo que talvez esteja tão perdido quanto eu.
— Estou — admiti, sem hesitar. — E talvez por isso eu tenha te machucado. Porque não sei lidar com o que sinto. Porque o medo de perder o controle é maior do que qualquer desejo.
Ela olhou para mim, os olhos brilhando à luz suave da lareira.
— Não precisa ser assim. Você pode escolher ser diferente. Pode escolher não me machucar.
— Eu quero — respondi, a voz rouca. — Mas não sei se consigo.
Victoria se levantou, caminhou até o deck e ficou olhando para a estátua iluminada. Eu a segui, mantendo uma distância respeitosa.
— Esse lugar é lindo — ela disse, finalmente sorrindo de verdade. — Parece que o mundo lá fora não existe.
— É por isso que venho aqui. Para esquecer. Para tentar recomeçar.
Ela se virou, o vento bagunçando seus cabelos.
— Então recomeça sempre que precisar, Chris. Você não está sozinho. Não precisa ser sempre uma fuga. Tem que encarar seus medos em algum momento.
Seus olhos claros, de um azul cristalino, eram o convite que eu precisava para mais uma vez dar vazão ao meu corpo e à minha mente. Aproximei-me ainda mais dela, toquei seu rosto com as pontas dos dedos e senti sua pele macia, ainda úmida pelas lágrimas que eu havia provocado. Seu corpo era um ímã que atraía o meu, já mais do que pronto para dar e receber o prazer que desejava.
Tomei seus lábios, a princípio num beijo lento, sensual. Mas, à medida que nossas línguas duelavam, o beijo foi se tornando visceral, faminto. Eu me sentia perdido nela, sem domínio de mim mesmo.
— Eu preciso de você de novo, Vic… quero muito você… — murmurei contra sua boca.
Peguei uma de suas mãos e a coloquei sobre meu p*u, já duro feito ferro. Meu desejo por ela era insano, inexplicável. Ela começou a me tocar por cima da calça, e eu, incapaz de me conter, arranquei sua blusa, fazendo com que todos os botões saltassem.
Olhei para seus s***s, que me davam água na boca. Ainda não havia tido a oportunidade de prová-los como queria. Tirei seu sutiã e busquei seus m*****s. Victoria arfou quando sentiu o calor da minha língua, da minha boca sugando um e depois o outro.
Ela se apoiou contra a madeira do deck, o corpo arqueado, entregando-se ao meu toque. O som suave da água batendo contra a margem do lago se misturava ao ritmo da nossa respiração.
— Christopher… — ela gemeu, segurando meus cabelos. — Eu não consigo resistir a você…
— Então não resista. — respondi, mordendo levemente seu mamilo antes de descer com beijos pelo seu ventre.
A cada movimento, eu sentia sua pele arrepiar sob meus lábios. O cheiro dela, doce e inebriante, misturava-se ao ar fresco da noite. O deck da cabana se tornava nosso palco, iluminado apenas pela luz da lua e pelo reflexo prateado da água.
Tirei o resto de suas roupas sem a menor resistência por parte dela. Passei as mãos por suas coxas, afastando-as lentamente, e ela se abriu para mim sem hesitar. O calor que emanava de seu corpo me enlouquecia. Toquei-a com firmeza, arrancando dela gemidos que ecoaram pelo silêncio da ilha.
— Você é minha, Vic. — sussurrei, encarando seus olhos. — Só minha.
Ela me puxou para cima, seus lábios colando nos meus novamente, famintos, desesperados. Nossos corpos se chocaram, e eu a penetrei ali mesmo, contra a madeira fria do deck. O contraste entre o frio da superfície e o calor dos nossos corpos era avassalador.
Cada estocada era marcada por gemidos, por olhares intensos, por mãos que se agarravam como se nunca fossem se soltar. Eu a queria inteira, e naquele momento ela era só minha.
— Christopher… mais… — ela implorava, e eu obedecia, perdido no prazer que só ela conseguia me dar.
O mundo desapareceu. Não havia cabana, não havia lago, não havia nada além de nós dois.