Renata Narrando O caminho foi silencioso. Meu coração ainda estava acelerado depois do que aconteceu, mas eu sabia que agora Amauri estava sob nosso controle, e isso já era um alívio. Miguel dirigia com a expressão séria, e eu tentava organizar os pensamentos. Chegamos em um galpão afastado, discreto, onde ninguém ia incomodar. Miguel e o tal do Seco tiraram Amauri do porta-malas e o amarraram em uma cadeira. Ele ainda tentava manter a pose, mas eu via no olhar dele que sabia que tinha perdido. "E agora, doutora? Vai querer um advogado pra ele?" - Miguel debochou, cruzando os braços enquanto olhava pra mim. Ignorei o comentário e me aproximei. "Amauri, acabou pra você." - Minha voz saiu firme, sem tremor. "Chegou a hora de pagar por tudo o que fez." Ele riu de canto, ainda tentando

