Capítulo 17

1740 Words
— Espero não está atrapalhando. — ouvi uma tosse forçada e minha boca afastou de Sasuke rapidamente. Fiquei sem reação e mortificada de vergonha ao ouvir a voz de Mikoto. Sasuke olhou por cima do meu ombro e eu afastei suas mãos de mim pulando para longe, arrumando a roupa amaçada. — Dona Mikoto. — me virei para a mulher forçando um sorriso. Estava morta de vergonha. O que ela iria pensar de mim agora? Eu e o filho dela estávamos quase nos engolindo no meio da quadra e ela assistiu tudo. — A própria. — sorriu divertida olhando de mim para Sasuke com um olhar sugestivo. — Vocês pareciam está se divertindo. — Eu só estava o parabenizando pela...— apressei a dizer incerta tropeçando nas palavras. Que merda eu estava dizendo? — Derrota? — ela arqueou uma sobrancelha. — É, foi tipo um beijo de boa sorte na próxima. — dei um tapinha no ombro do Uchiha que observava tudo com uma maldita cara de paisagem. — Claro, e foi bom? — O que? — O beijo. Abri a boca sentindo meu rosto queimar de vergonha, até Sasuke me encarava agora. — Brincadeira querida, estou zoando vocês. — Mikoto gargalhou e eu quase cai dura para trás. — Mãe, você ainda vai matar alguém assim. — Sasuke balançou a cabeça em negação. — Vocês tinham que ver a cara de vocês, mas e ai vamos comer uma pizza para comemorar sua derrota? — ela se aproximou agarrando os nossos braços. — O que você acha Sakura? — Uma pizza vai ser legal. — sorri animada. — Ótimo, tira essa cara de b***a e vamos comemorar garoto. — Mikoto bagunçou o cabelo do filho e nos puxou pela quadra. — Eu preciso trocar de roupa. — Já deveria ter feito isso, mas sua língua estava bastante ocupada na boca da Sakura. — cantarolou e eu sabia que ela jogaria isso na nossa cara pelo resto da noite. — Inconveniente. — Sasuke bufou fazendo Mikoto puxar sua orelha. — Respeite os mais velhos moleque. (...) Realmente Mikoto foi uma grande inconveniente durante toda a noite, perdi as contas de quantas vezes me engasguei com o pedaço de pizza todas as vezes que ela fazia um comentário indecente sobre o beijo. Se ela queria me matar de vergonha conseguiu completamente. — Vou dormir, boa noite crianças. — ela fugiu do carro assim que Sasuke parou na garagem de sua casa. — E lembre-se proteção sempre. A observei ir embora esbabacada e morta de vergonha. — Ela acabou de insinuar que a gente... — comecei a falar não ousando terminar a frase. Até que seria interessante, mas não com Mikoto aqui. — Não liga, ela só quer deixar você constrangida. Geralmente ela não é assim, tá animadinha demais pro meu gosto. — Sasuke respondeu saindo do carro e eu o acompanhei. — Ela parece bem feliz mesmo, está radiante. — comentei ao ver a mulher entrar em casa cantarolando. — Hn. — Sabe de uma coisa? até parece que ela está apaixonada. — falei levando uma mão ao queixo pensativa. Sasuke cruzou os braços escorando-se na frente do seu carro. — Está insinuando que seu pai está a deixando assim? — Não sei, mas eles não estão namorando? Deve ser isso. — Eles nem se vêm com frequência, mas eu já os ouvi se falando por telefone várias vezes, é nojento. — ele resmungou e um desconforto se alastrou em meu peito. E mais uma vez eu senti inveja de Mikoto, ela estava conseguindo mudar Kizashi, e talvez isso fosse bom. — Sakura? — Ah? — Você ficou calada. — Sasuke analisou minha face e eu tentei sorrir. — Não é nada, é só que...ele nunca liga pra mim. — Ele é um merda de pai não é? — É mas acho que sua mãe tá mudando ele. — me aproximei parando a sua frente com as mãos na cintura. — Vai desistir do nosso acordo? — E perder a chance de você me escrever um poema? Não mesmo. — zombei vendo seus olhos revirarem e ficamos nos encarando em silêncio. Desviei o olhar para suas mãos e analisei os machucados quase cicatrizados. — Ainda dói? — apontei para os machucados quando ele franziu o cenho. — Não. — E sua boca não dói quando se movimenta? — me aproximei tocando próximo ao corte próximo aos seus lábios. Senti seu corpo ficar tenso e tirei a mão rapidamente. Voltamos a nos encarar e eu estava tão perdida em seus olhos que não sei quem tomou iniciativa, mas logo estávamos nos beijando. Suspirei extasiada entrelaçando os dedos em seus cabelos e Sasuke nos girou apoiando-me no capô do carro. Impulsionei o corpo para cima sentando-me e puxei o Uchiha para mais perto. O beijo era tão bom que eu não queria solta-lo nunca mais. O clima estava ficando quente e nós estávamos uma bagunça, atualmente minhas mãos subiam descaradamente pela sua barriga sarada abaixo da camisa, e uma das suas descansava em minha coxa desnuda pela saia curta das líderes de torcida, enquanto a outra fazia um belo trabalho bagunçando meu cabelo curto. Um gemido esganiçado saiu da minha garganta quando seus lábios puxaram os meus nos separando. — Minha mãe tá espionando da janela. — ele sussurrou com respiração entrecortada. Tudo que eu queria puxa-lo de volta e abusar da sua boca. — Fala sério. — respirei fundo me recompondo. Sasuke se afastou umedecendo os lábios. — Ela deve achar que eu vou te molestar ou algo do tipo. — Acho que ela acha que eu vou fazer isso com você. — fiquei de pé arrumando meus cabelos bagunçados. Minhas pernas ainda estavam bambas. — Realmente, você tem a maior cara de tarada. — zombou da minha cara. O olhei ofendida e só não lhe mostrei o dedo porque a cortina da janela se mexeu, e pelo meu estado devo está parecendo uma tarada louca mesmo. — Tarada se retirando. — passei por ele apressada caminhando em direção a minha casa mas parei por um momento virando me para trás, Sasuke ainda me encarava com o cenho franzido — Ah e obrigada pela carona. Me tranquei no quarto e essa noite dormir abraçada com o alfafa de tão feliz que estava. (...) — O que você acha de uma ligação anônima, contando os podres de Kizashi? — perguntei levando a tampa da caneta a boca. — Muito fraco, minha mãe não acredita em desconhecidos. — Sasuke retrucou mudando os canais da minha tv na maior folga enquanto comia pipoca. Só deixei porque ele chegou todo bonitinho invadindo minha casa alegando vir ajudar fazer meu cérebro funcionar a achar um plano contra Mikoto e Kizashi. Mas até agora não estava ajudando em nada, só criticando. — Ótimo mais um plano descartado. — bufei o rabiscando do meu caderno. — Você não gosta de nada seu chato. — Você que não é esperta o bastante. — retrucou na maior cara limpa. — Então por que não faz isso sozinho sabichão? — É engraçado ver você se descabelando toda. Por que eu gostava desse cara em? Ele vive me avacalhando e parece gostar de me ver sofrer. Será que eu sou masoquista? Como será que eu me sairia sendo uma Anastácia da vida? E por que eu estou levando isso pro lado s****l? — Por que não conta você pra ela? — ele sugeriu deixando em um filme onde um homem com uma cerra elétrica estava matando algumas pessoas. — Porque eu gosto dela e não conseguiria decepciona-la, e dá pra mudar de canal por favor? Não sou fã de sangue. — É melhor vê-la se decepcionar agora do que depois. E eu não vou mudar o canal. — avisou pegando o balde de pipoca só pra ele. E isso me fez sorrir, porque eu fiz aquela pipoca especialmente para ele com o maior “carinho”. Estou me sentindo tão cruela ultimamente. — Minha televisão, minhas regras. — curvei meu corpo sobre o seu tentando pegar o controle mas Sasuke o pegou o escondendo atrás das costas. — Não foi dessa vez Haruno, tenta na próxima. — Você é um grande pilantra. — Nisso você ganha de mim com certeza. — Sakura! O que está acontecendo aqui? — ouvi uma voz grave e logo a porta bateu. — Pai? — olhei para trás surpresa o vendo parado poucos metros de nós. O que ele fazia aqui? — Por que está sozinha em casa com um garoto? — se aproximou de cara fechada. — O Sasuke veio assistir um filme comigo. — apontei para o Uchiha que não fez questão de olhar para Kizashi. Ele estava sério agora e todo humor se foi. Meu pai olhou para a televisão onde tinha sangue pra todo lado e uma mulher gritava. — E por que você está em cima dele? — É que... Eu vi um piolho. — me afastei de Sasuke mentindo na cara dura. O Uchiha me olhou feio e meu pai franziu o cenho desconfiado. — Precisa comprar um remédio garoto, e Sakura não sabia que gostava de filmes assim. — ele soltou um suspiro e foi em direção as escadas nos deixando sozinhos. — Piolho é? — Sasuke deixou a pipoca de lado e me olhou sugestivo. — Era enorme. — zombei o vendo entortar os lábios e me puxar pelos pés em sua direção. — Acho que já sei como afastar seu pai da minha mãe. — avisou fazendo-me sentar em seu colo. Olhei para as escadas e voltei a fitar seu olhar pensativo. — Sabe é? — Se você não pensa eu faço isso por você. — deu de ombros. Cruzei os braços fechando a cara. Sasuke precisa aprender a me respeitar e entender que eu não sou i****a. — Sabe a pipoca que você acabou de comer toda? — aproximei o rosto do seu mordendo os lábios para segurar o riso. — O que? — Sasuke me olhou confuso. — Coloquei laxante nela. Se um olhar pudesse matar eu já estaria morta, mas eu nunca me divertir tanto na minha vida ao ver um Sasuke louco a procura de um banheiro pela casa. — Isso foi pelas ofensas e pelo dia em que insultou o alfafa, mas agora estamos quites. — gritei para que ele pudesse ouvir em algum lugar da casa. — Acho melhor você saber correr irritante.
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